A
SAÚDE DOS GATOS
Você
sabe quais as doenças mais
comuns e as que podem ser evitadas
com a vacinação? Conheça
algumas delas:
VACINAÇÃO
As vacinas são a inoculação do vírus que irão estimular e proteger os anticorpos para combater as doenças específicas. Elas criam um tipo de memória no sistema imunológico do animal estimulando a produção dos anticorpos que combatem doenças específicas quando o organismo é atacado.
Logo
após a vacinação,
o sistema imunológico, ou seja,
os anticorpos, continuam se desenvolvendo
durante 15 dias. Em gatos adultos,
basta uma única dose para que
a vacina permaneça ativa por
um ano. Já nos filhotes, há
a necessidade de 3 doses.
Tanto os filhotes quanto os gatos adultos recebem o mesmo tipo de vacinação, sendo que as únicas diferenças são o prazo e a vacinação contra a Clamídia, que é opcional.
As doenças
combatidas com as vacinas são:
Herpesvírus, transmitida pelo
contato direto com pessoas, gaiolas,
comedouros e bebedouros contaminados,
inclusive através de tosse
e espirro. O maior risco de infecção
ocorre em gatos não vacinados,
jovens e confinados em gatis.
O herpesvirus se incuba no animal de 3 a 5 dias, e pode durar de 5 a 10 dias (ou mais), variando de animal para animal.
Os sintomas são febre frequente, anorexia e depressão, espirros, conjutivite severa, tosse, perda de voz, hipersalivação, pneumonia bacteriana, úlceras, algum tipo de infecção contraída durante a prenhez, aborto ou morte neonatal.
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Calcivirus Felinos, que pode ser incubado entre 1 e 3 dias, podendo durar de 5 dias a uma semana. Seus sintomas mais freqüentes são febre, espirros, úlcera na ponta do focinho, úlceras orais e no interior das patas, anorexia e depressão suaves, conjuntivite, gengivite crônica, pneumonia viral, claudicação (artirite), diarréia e vômitos.
Clamidiose Felina, que pode ser facilmente detectada quando o animal apresenta conjuntivite macropurulenta aguda ou crônica (primeiramente unilateral e, mais tarde, bilateral), coriza suave, espirros e tosse ou, até mesmo, pneumonia subclínica (detectada por exame histológico).
Para
o tratamento de tais doenças,
são indicadas a fluidoterapia
para a prevenção da
desidratação do animal,
a suplementação da alimentação
do animal com potássio e complexo
de vitamina B, repouso e aquecimento,
algum tipo de estimulante para o apetite.
É importante, ainda, que os
olhos e narinas sejam constantemente
limpos e sejam ministrados antibióticos
a fim de controlar as infecções
secundárias.
No que diz respeito à vacinação contra essas doenças, recomenda-se que sejam ministradas duas doses com três semanas de intevalo entre elas e, posteriormente, que sejam reforçadas anualmente. As gatas devem ser vacinadas antes do acasalamento e, se possível, durante a prenhez (de 3 a 4 semanas antes do parto) com apenas uma vacina inativada para que os níveis de anticorpos maternos sejam potencializados não oferecendo riscos aos filhotes.
DOENÇAS:
Panleucopenia
Vômitos freqüentes, falta
de apetite, sede aparente são
os sintomas desta doença. A
Panleucopenia é uma doença
causa por um vírus que provoca
queda da imunidade física.
Se tratada a tempo, o índice
de cura é bastante alto, desde
que as providências sejam rapidamente
tomadas, iniciando-se pelo diagnóstico
dado pelo veterinário.
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Mantenha sempre o pelo limpo para que não ocorram dermatites e o único meio de prevenção é a vacina, que deve ser dada a partir da 8ª semana de vida do animal, com um reforço após 30 dias.
Envenenamento
Os envenenamentos químicos
devem-se, sobretudo, à absorção
de produtos químicos contidos
em inseticidas e em raticidas.
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Os casos mais frequentes de envenenamento, geralmente, ocorrem por:
• Arsênico - Sintomas: vertigens, salivação, diarréia, vômitos de sangue, aceleração do ritmo respiratório e hálito com cheiro a alho. Tratamento: provocar o vômito, injeção intravenosa de tiomalato de sódio.
• Estricnina – Sintomas: convulções e tetanização, posição da cabeça dirigida para trás. Tratamento: Provocar o vômito, absorção de Gardenal, anestesia.
• Curmarina – É um anticoagulante e um dos principais ativos dos raticidas. Sintomas: hemorragias ao mínimo choque, perda de sangue através de vômitos e fezes. Tratamento: absorção de coagulantes e de vitamina K.
• Inseticidas (DDT) - Sintomas: Inquietações, salivação, tremuras, convulsões e pupilas dilatadas. Tratamento: lavagem do pelo, lavagem estomacal, absorção de Gardenal e de soro glicosado (nunca leite).
• Nitaldeído – Sintomas: vômitos, convulsões sem tetanização, salivação e evolução rápida. Tratamento: Largactil.
Como faço para ensinar meu cão a fazer suas necessidades no lugar certo?
A velha tática de pegar o focinho e esfregar no lugar onde o animal defecou e repreendê-lo com palmadas não adianta. Essa medida inclusive atrapalha o aprendizado do cão, que vai ter medo do dono e defecar e urinar escondido. Repreendê-lo depois que ele fez no local errado também não é eficaz, pois o cão não assimila a bronca com o ato e, por mais que ele faça aquela cara de culpado, não vai entender porque está tomando uma bronca. O ideal é entender a rotina do cachorro e saber que hora ele faz suas necessidades (ao acordar, depois do almoço etc) e levá-lo ao lugar desejado na hora certa. Depois de fazer no lugar certo, elogie o cão, faça carinho ou dê um prêmio, como um biscoito. Se ele ainda não aprendeu, só adianta repreendê-lo na hora em que estiver defecando no lugar errado. Neste caso, deve-se criar uma situação desagradável ao cão, como fazer ruído com uma lata jogada ao seu lado ou bater com um jornal no chão. O cão nunca deve assimilar a situação desagradável ao dono. Se você não conseguiu surpreendê-lo na hora, limpe totalmente os dejetos - sem que ele veja - e, principalmente, não deixe nenhum rastro de odor.
Você também pode contar com o auxílio de um profissional da Cão Cidadão para te orientar neste processo através do adestramento ou da consulta comportamental. Se você quer ajuda para educar seu animal de estimação, entre em contato conosco pelo telefone 11 3571.8138 ou pelo e-mail faleconosco@caocidadao.com.br!
Revista Cães & Cia, n. 357, fevereiro de 2009
Ao contrário do que se divulga, o filhote pode e deve ser treinado. Conheça as vantagens de adestrar o cão enquanto ainda é novinho
Ele absorve tudo
Esperar 6 meses para começar a ensinar um filhote equivale a negar
educação para uma criança até ela se tornar adolescente. Com essa
espera se perde o melhor e mais importante período do aprendizado.
Apesar de os cães poderem aprender durante a vida toda, é nos primeiros
meses de vida que o cérebro deles está mais preparado para se
desenvolver e absorver informações. O fato é que os cães estão sempre
aprendendo conosco e com o ambiente, independentemente de termos ou não
consciência disso. Por esse motivo, principalmente quando são filhotes,
devemos prestar mais atenção no que estamos ensinando ou deixando de
ensinar. Nada como uma boa educação na infância para serem evitados
problemas na vida adulta. Não espere, portanto, o cão crescer para
começar a lhe ensinar bom comportamento.
Mais guloso
O filhote costuma ser mais guloso que o adulto, o que facilita o
adestramento por reforço positivo, ou seja, associar a obediência com
coisas boas. Podemos aproveitar a própria ração do filhote para
recompensar os comportamentos desejados e a obediência a comandos. Se o
interesse pela ração for insuficiente, petiscos serão infalíveis. Mas
tome cuidado para não dar petiscos em demasia e, com isso, desbalancear
a ração.
Ter má coordenação motora ajuda
Por mais esquisito que possa parecer, a falta de coordenação motora do
filhote facilita muito o aprendizado de comandos básicos, como o
“senta” e o “deita”. O filhote tem muita dificuldade de "dar ré"
olhando para cima. Por isso, para ensinar o “senta”, deixamos que ele
fique em pé e levantamos o petisco acima da cabeça dele, movimentando-o
para trás. O cãozinho cai sentado e já pode ser recompensado. A falta
de coordenação motora também ajuda a induzir o filhote a aprender o
“deita”.
Nasce sabendo dar a pata
É facílimo ensinar o filhote a dar a pata, outro comando considerado
básico. Ele já dá naturalmente a pata quando está querendo comer o
petisco na nossa mão, mas não consegue. Esse é um comportamento
instintivo, normalmente recompensado enquanto o cão mama. O leite sai
com mais força das tetas da mãe quando são empurradas com a pata. É um
desperdício perder a possibilidade de associar esse comportamento a um
comando, recompensando-o! Em geral, bastam alguns minutos para ensinar
o comando a um filhote, enquanto que, com um cão adulto, esse mesmo
ensinamento pode levar horas.
Liderança mais aceita
Embora o filhote possa ser mais ou menos dominante, raramente deixa de
nos obedecer em troca de algum brinquedo ou comida. Muitos cães adultos
recusam a recompensa para não demonstrar submissão ou para testar nossa
liderança. Cães que aprendem cedo a obedecer e a respeitar limites
dificilmente se tornam agressivos com seus donos quando contrariados,
ao contrário de cães dominantes que não tiveram uma boa educação.
Durante a adolescência, os cães testam com mais freqüência e
intensidade a nossa liderança. A melhor maneira de lidar com isso é
mostrar firmeza nos limites impostos e recompensar a obediência a
comandos, o que fica mais fácil quando se podem usar limites e comandos
já ensinados na infância.
Agressividade não perigosa
O filhote já pode demonstrar agressividade ao se sentir contrariado ou
quando quer defender a posse de algum objeto ou alimento (agressividade
possessiva). Embora um filhote possa morder, raramente representa
perigo real para o ser humano. Com isso, quem tem filhote sente menos
medo de impor limites com firmeza do que quem tem exemplar adulto,
obtendo melhores resultados na educação do cão. É comum os filhotes
testarem continuamente os limites, demonstrando agressividade. Mas
também é preciso saber que quem não sabe lidar com essas situações
corretamente pode incentivar e recompensar tais reações. Conforme o cão
vai crescendo, suas ameaças vão ficando cada vez mais amedrontadoras e
perigosas, diminuindo bastante a chance de os donos conseguirem
controlá-las sem a supervisão de um profissional de comportamento
canino.
Donos mais empolgados
Infelizmente, a empolgação e a dedicação dos donos em relação aos
filhotes vão diminuindo com o tempo. Por isso, a criação de um bom
vínculo entre as pessoas da casa e o filhote é a melhor maneira de
garantir uma vida boa para ele depois de se tornar adulto. O cão
educado e que sabe obedecer a comandos participa mais intensamente da
matilha humana dele e aprende a se comunicar melhor com as pessoas, o
que o torna mais querido por todos.
Revista Cães & Cia, n. 361, junho de 2009
Fogos em dia de futebol, trovões numa tempestade... Entenda porque tantos cães têm medo de estrondos
Não raro, cães entram em desespero ao ouvir explosões. Babam, tremem e,
muitas vezes, tentam entrar em locais pequenos demais para eles ou se
jogar pela janela. O estresse pode ser tanto que, no dia seguinte,
ficam doentes ou se machucam seriamente. Mas, por que ficam tão
apavorados?
Instinto de preservação
Barulhos altos podem significar perigo. Por isso, de maneira geral, os
animais tentam fugir de tais sons. Estrondos passam a idéia de que algo
grande e poderoso se aproxima, como árvores caindo, relâmpagos, etc. Os
antepassados dos cães que mais fugiram desses sons foram os que mais
tiveram chances de sobreviver.
Até mesmo dentro de nossas casas um barulho alto pode significar
perigo. Imagine um móvel inteiro caindo perto do cão. É de se esperar
que ele saia correndo para não se ferir.
Não é dor no ouvido
Muitas pessoas alegam que seus cães têm a audição muito sensível e que,
por isso, sons fortes como de fogos e trovões são capazes de causar dor
no sistema auditivo. Tá certo que um estampido extremamente forte, em
contato direto com o ouvido do cão, possa realmente ter esse efeito,
mas é raro isso acontecer.
Apesar de os cães terem ótima audição, não é por dor que ficam
assustados. A verdadeira causa é a associação que fazem de perigo com
determinado barulho.
Trauma
Sempre que se assusta demais, o cão pode desenvolver trauma. Se um
barulho muito forte o apavorar, outros ruídos semelhantes passarão a
causar medo enorme, simplesmente por estarem associados ao grande susto
inicial. É o que acontece quando um cão começa a tremer e a ficar
ansioso com trovões fracos, bem distantes. Há casos em que a umidade do
ar, o vento e a mudança da luminosidade são associados com o perigo de
barulhos altos. Ou seja, antes mesmo de a tempestade se formar, o cão
já pode estar sofrendo.
Cura difícil
Infelizmente, não é fácil resolver esse problema. Mas existem várias
dicas para amenizá-lo. Casos de recuperação total acontecem. Não
desanime, portanto. Almeje o tratamento e evite submeter o cão a mais
sofrimento que o necessário. Proceda com calma e consideração.
Local de confiança e protegido
Muitos cães normalmente escolhem um lugar para se abrigarem quando
estão com medo. Se esse for o caso do seu cão, procure respeitar o
local escolhido por ele - permita que fique lá. Além disso, se
possível, crie um espaço com janelas e portas vedadas - quanto mais a
prova de som, melhor -, e acostume o cão a freqüentá-lo.
Se você escolheu o seu quarto, ótimo! Usar um ambiente associado com a
sua pessoa vai ajudar bastante a deixar o cão mais seguro. Dentro desse
lugar, habitue-o a ouvir sons altos, bem altos, como de TV, rádio ou
mesmo um CD de música. Desse modo, quando houver barulho de fogos ou
trovões você poderá encobri-los, mesmo que parcialmente. Acostume o cão
a brincar e a se divertir naquele ambiente também sem haver trovões ou
rojões, para o local não ser associado a barulhos assustadores.
Acostumar aos poucos
Sempre que você e o cão ouvirem um barulho semelhante ao que causa medo
nele, comemore com ele - dê petisco, jogue bola, etc. Tenha cuidado
para nunca demonstrar que você se assustou com um barulho. O seu papel
é ser fonte de segurança - esse exercício só funcionará se o cão se
sentir relativamente seguro. Por isso, não se agache para protegê-lo
quando houver um estrondo. Para ele, o ato de agachar pode ser sinal de
medo.
Um modo seguro de acostumar o cão com barulhos cada vez mais altos é
gravar sons de tempestade e de fogos e reproduzi-los em momentos
agradáveis. Para ele não ficar assustado, respeite sempre os limites.
Evite novos traumas
Todo o treino pode ir por água abaixo se novos traumas surgirem em
decorrência dos ruídos. Considere, portanto, a possibilidade de, no dia
de uma grande partida de futebol, na virada de ano novo ou quando mais
for necessário, lançar mão de ansiolíticos (medicação tranquilizante).
Consulte seu veterinário sobre isso. Antes de usar o remédio diante de
estímulos muito estressantes para o cão, teste o remédio. Há
possibilidade de o cão ficar ansioso em vez de calmo. Procure também
observar se a dose está adequada. Em excesso, o remédio pode deixar o
cão desequilibrado ou sonolento demais. Nesse último caso, ele deverá
ficar confinado num espaço seguro e protegido de qualquer perigo, já
que perambular pela casa causaria risco de bater em algo ou cair da
varanda, por exemplo.
O que é?
Adestramento Inteligente é baseado no reforço positivo, que permite que
cães, gatos e outros animais aprendam por estímulos positivos e
recompensas, valorizando as atitudes corretas e não as erradas. O
animal assimila o aprendizado mais rápido, demonstra mais interesse em
aprender e o proprietário se diverte ensinando. Com o objetivo de
melhorar a relação entre o dono e seu bicho de estimação, o
Adestramento Inteligente é uma filosofia que respeita o animal e o ser
humano.
As vantagens para o cão
Com o
Adestramento Inteligente, o animal assimila o aprendizado mais rápido.
Além disso, ele tem prazer em obedecer. O Adestramento Inteligente pode
ser aplicado em cães já a partir de 50 dias de vida. E não tem limite
de idade. Se você tem um cachorro velhinho, ele também pode aprender.
As vantagens para o dono
Por ser um método baseado na valorização do animal, no incentivo das
atitudes corretas e no não uso da violência, o Adestramento Inteligente
traz boas conseqüências para o ser humano também. Ao por em prática
essa filosofia, o proprietário tem seu comportamento modificado, já que
ele deixa de lado o uso da agressividade e do medo na forma de se
relacionar com seu cão.
O método é constantemente atualizado
O Adestramento Inteligente é um método dinâmico. A partir de pesquisas
e estudos, as melhores técnicas de treinamento animal estão sempre
sendo inseridas no ensino. Um exemplo disso é o uso de som (o chamado
click) no treinamento para indicar ao animal que ele executou
determinado comando da maneira correta. Outra ferramenta que permite o
adestramento de uma maneira divertida e positiva é o target (que
significa alvo em inglês). Funciona assim: o animal tem de encostar o
focinho em um alvo (que pode ser um objeto ou a própria mão do
adestrador ou do dono) e segui-lo quando for movimentado. O target
também pode ser colocado longe para fazer o cão ir até ele.
As recompensas são fundamentais
Por ser um método que valoriza o cão e seus acertos, as recompensas são
parte fundamental do processo e devem ser usadas sempre. Elas são a
melhor forma de você mostrar ao animal de maneira agradável quais são
os comportamentos certos. Na seção Dicas você encontra mais informações
sobre o uso desses prêmios.
Adestramento pode ser aplicado em vários animais
Inicialmente desenvolvido para cães, o Adestramento Inteligente também
pode ser aplicado em outros animais, como gato, papagaio, peixe etc. É
possível ensinar gatos a obedecer a comandos, papagaios a fazer truques
e não bicar pessoas, e o peixe a fazer pequenos malabarismos, por
exemplo.
Reforço negativo opõe-se às técnicas de adestramento da Cão Cidadão
Técnica de adestramento baseada na alternância entre as sensações de
desconforto e alívio, proporcionadas ao animal. O treinador, utilizando
um enforcador, provoca no cão um desconforto que só termina quando ele
realizar a tarefa pretendida. Ainda muito utilizado no Brasil, o
"reforço negativo" é uma técnica questionável por acarretar inúmeras
desvantagens no relacionamento entres animais e donos, como por exemplo:
Para contratar nossos serviços, entre em contato através dos telefones 11 3571.8138, 11 7814.2633 ou pelo e-mail faleconosco@caocidadao.com.br.

As principais doenças apresentadas por estes bichos são infecções e verminoses que podem matar o animal e elas são causadas principalmente por falta de cuidado, por parte das pessoas dos estabelecimentos que vendem animais.
Entre esses cuidados estão as vacinações adequadas, higiene e acomodações dos bichos.
A escolha de um filhote dever ser planejada e bem orientada por um médico veterinário ou criador, a fim de evitar futuros problemas, pois todo filhote parece ser lindo e perfeito à primeira vista. Não se deixe levar pelo fato do filhote ser simplesmente engraçadinho.
Para a compra do cãozinho dê sempre a preferência a canis renomados.
Conheça o padrão oficial da raça antes, como por exemplo, tipo de mordedura, pelagem, pigmentação.
Normalmente, o filhote pode ser entregue à partir dos 45 dias de vida, já que nessa idade ele está desmamado, alimentando–se exclusivamente de ração, vacinado e vermifugado. O pedigree é um documento que atesta a origem, a partir de uma árvore genealógica, mas não necessariamente a qualidade do animal. Escolha bem o criador para que o seu cão, além de ter pedigree, esteja dentro dos padrões estabelecidos.
O perfil de cada filhote pode ser notado pela sua atitude e comportamento. Cada proprietário necessita de um “tipo” ideal de filhote, baseando-se em características como atividade, disposição, finalidade, contato com outros animais, espaço físico, presença de crianças, etc.
Escolher macho ou fêmea é uma questão de preferência. As fêmeas passam pelo período de cio a cada 6-7 meses, esta fase vai exigir um pouco mais de cuidado do proprietário. Os machos também aprendem a utilizar um único local dentro da casa como banheiro.
Prefira os filhotes dispostos, desinibidos e dóceis, dentro da ninhada escolha um filhote conforme a sua necessidade ou perfil. Por exemplo, se morar em apartamento escolha um filhote menos ativo, já se for para um sitio pode dar preferência aos mais ativos. Esse é só mais um critério de escolha, entretanto, confie no criador e peça a sua orientação, pois ele tem experiência para indicar aquele que melhor atende ao seu perfil.
Os olhos devem ser brilhantes e livres de corrimentos ou secreções. A pelagem é um “retrato” da saúde, deve ser brilhante e densa. As fezes deverão ser consistentes e escuras.
Um criador idôneo segue um programa de higiene rigoroso em seus cães e ambiente, utiliza ração Super Premium e na data da entrega disponibiliza a carteira de vacinação, calendário de vermifugação, protocolo de registro do filhote, cópia dos títulos dos pais ( se houver)
Peça orientação ao criador perguntando quando levar o filhote ao veterinário. Este profissional deverá orientá-lo sobre a imunização, dieta, manejo e programa de crescimento. Dê preferência a veterinários que conheçam a raça e que sejam indicados pelo criador, pois o mesmo já conhece o protocolo do canil.
Cuidados com o filhote
Os primeiros dias dos filhotes são importantes na construção de um relacionamento harmonioso entre o filhote e sua nova “família”, portanto, seja paciente e compreensivo.
Agende com o criador a data de entrega do filhote de preferência aos finais de semana e procure buscar o filhote no período da manhã, pois você terá o dia inteiro para dar atenção e distraí-lo, preparando assim pra que a noite ele esteja adaptado e cansado, pronto para dormir.
É importante oferecer um local onde o filhote sinta-se seguro e confortável desde o primeiro dia, uma boa opção é comprar ou improvisar uma cama. Não deixe o filhote em piso liso, a fim de evitar alterações articulares. Estabeleça desde já um local para a alimentação. Vale lembrar que o bebedouro e comedouro devem estar longe do local estabelecido para banheiro, que deverá ser limpo com freqüência.
É comum o filhote chorar à noite, principalmente quando apartado, tenha paciência e mantenha-o isolado até a manhã seguinte, caso contrário o filhote associará o “choro” à aparição do proprietário. Outra dica é: antes de colocá-lo para dormir brinque um pouco e alimente-o, espere que faça as suas necessidades, ficando assim com a barriguinha cheia e com todas as energias descarregadas, estando pronto para ter uma noite de sono longa e tranqüila. Alguns objetos podem ajudar como: bolsa de água quente, uma roupa velha, brinquedos ou ate mesmo um relógio tic-tac para distrair.
No processo de adaptação o filhote ira descobrir quem é o “líder da matilha”, portanto os limites devem ser estabelecidos desde já.
Carinho e atenção devem ser dosados a fim de evitar dependência e ansiedade do filhote quando estiver sozinho.
Serviço:
Matéria fornecida por Dra. Alline Caetano Detoni
Médica Veterinária do Canil FH - Bauru - SP
Fone: (14) 3281-1608
A escolha do médico veterinário é uma das mais importantes decisões que um proprietário de cães deve ter. Após adquirir o animal, deve-se imediatamente procurar um profissional com competência técnica para realizar exames clínicos,antes mesmo da vacinação,diagnosticando eventuais distúrbios e assegurando o bem estar do cão.
Infelizmente,há maus veterinários,como ocorre em todas as demais profissões, sendo necessário realizar uma pesquisa criteriosa para detectar o clínico capacitado e conscencioso, que ira cuidar da saúde do seu animal de estimação.
O essencial é que exista sempre muita compreensão e confiança.O veterinário não é infalível,o animal não sabe expor o que esta sentindo e isto poderá acarretar uma maior dificuldade se o dono não colaborar.
O dono tem uma participação decisiva no sucesso do trabalho realizado pelo veterinário,impedindo a eficácia do tratamento a partir do momento que demora demais para socorrê-lo, negligência na forma de seguir as instruções determinadas ou simplesmente ignora a importância de sua atenção constante.
Sendo assim, é fundamental que a reputação do profissional seja baseada no conceito que a sociedade tem a seu respeito .A compaixão pelos animais leva alguns veterinários a não cobrarem os serviços prestados ao dono que comprovadamente não tem recursos.Esta atitude louvável e a preocupação de salvar vidas é uma característica marcante nos veterinários que tem como sua maior arma terapêutica o amor a profissão escolhida.
O profissionalismo pode ser percebido também fora das clínicas,através das palestras proferidas, entrevistas nos meios de comunicação e participação em campanhas voluntárias.
Os animais são rápidos em fazer um julgamento sobre as pessoas e geralmente reagem com afeição, simpatia ou agressão.Há suspeitas de que alguns veterinários, embora apresentem um talento muito grande para diagnósticos e cirurgias, existe alguma coisa em seu modo de ser que gera medo ou antipatia nos cães.
O ideal é eleger um veterinário que conquiste sua confiança e inspire tranqüilidade no seu animal.O seu melhor amigo, merece um amigo, que seja considerado o melhor!
cachorros)é sobre a gritaria que eles costumam fazer quando são deixados sozinhos. Muitas vezes o cachorro nem chora ou late muito, mas destrói a casa toda, faz xixi e cocô em lugares que normalmente ele não faria, baba ou lambe as patas sem parar (muitos chegando a ficar com as patas feridas).
Alguns donos acham que este comportamento é um simples protesto quanto a solidão forçada, e que o cachorro faz tanta bagunça para punir o dono. Não é raro ouvir coisas como "Ele faz de propósito. É só eu sair que ele destrói a casa toda". Ou ainda "Ele sabe que está errado, ele faz xixi na minha cama e na sala só para me deixar maluca".
Não é bem assim. Estes cães não estão fazendo tanta confusão só pelo prazer de tornar a nossa vida mais difícil e a gente ainda mais culpado. Os cães não possuem este tipo de pensamento e sentimento. Eles não são vingativos, até porque não sabem se serão deixados por pouco ou por muito tempo a sós. Na verdade animais que se comportam de maneira destrutiva, ou choram muito na ausência do dono, SOFREM MUITO. Eles acham que foram abandonados para sempre (tá bem, tá bem, você sempre volta, mas e se não voltarDESTA vez!). O fato de ter que ficar só faz com que eles se sintam perdidos, amedrontados, e desesperados. Com tanto desconforto interior não é a toa que eles percam o controle de seu comportamento e comecem a fazer coisas fora do comum.
Nem sempre o comportamento inadequado do cão está relacionado com a ansiedade da separação do seu dono, e nem todo cachorro desenvolve este tipo de problema, mas o fato é que muitos donos (e cães) acabam sofrendo, e muitas vezes tornando as coisas ainda piores porque não conseguem ver as coisas sob a perspectiva da mente do cão.
ESTIMULE A INDEPENDÊNCIA DO SEU ANIMALZINHO
Mesmo que você já tenha o cachorro e ele seja adulto, estimule-o cada vez mais a brincar sozinho e a ficar em outros cômodos da casa (onde você não está), sem ter que ficar com as portas fechadas. Durante o dia procure colocar a caminha dele num local a onde você passa menos tempo. Coloque neste cômodo os brinquedos prediletos do seu cãozinho e também deixe que "apareçam" por lá alguma guloseimas caninas, sem que ele espere.
ARRANJE UM CANTINHO TODO ESPECIAL SÓ PARA ELE
Procure um lugar calmo, na sombra, que seja arejado. Coloque sempre uma caminha ou um paninho para o cão ficar mais aconchegado e um potinho de água também será bem-vindo. Os brinquedos tão queridos não podem faltar e escolha as coisas que ele mais gosta de roer (sem ser o seu sapato importado, é claro), para ficar neste oásis particular. Assegure-se de que não há coisas perigosas como fios elétricos por perto. Nunca brigue com o seu cachorro quando ele estiver deitado no cantinho dele. Torne este lugar num refúgio dos problemas mundanos. Assim, quando ele estiver muito angustiado é provável que seu peludo se lembre das boas coisas que acontecem no canto dele e vá para lá ao invés de ficar perambulando pela casa, dando vazão a sua sanha de exterminador do futuro.
NADA DE FICAR NO COLO O TEMPO TODO
Mesmo sendo absolutamente adorável, procure não ficar com o seu cachorrinho no colo enquanto você está em casa, muito menos ficar chamando-o o tempo todo. Procure brinquedos que ele se interesse em brincar sozinho, como a bola de buracos para introduzir biscoitos (Goodie Ball), o Buster Kube, a corda de nós, uma unha de vaca (é isso mesmo, cães adoram tanto roer o casco da vaca que já é possível encontrá-las limpinhas e tratadinhas para o divertimento do seu peludão), ou brinquedos de pelúcia especiais para cães.
VÁ ACOSTUMANDO AOS POUCOS
Se você pretende deixá-lo numa área restrita enquanto estiver fora, comece a acostumá-lo a ficar nesta área mesmo quando você está em casa. Acostume o seu cachorro aos poucos, começando com 5 minutos de cada vez e vá dobrando o tempo quando ele estiver confortável e não estiver chorando mais. Sempre ofereça muitas opções para o seu cachorro ficar entretido enquanto ele está sozinho. Vários brinquedos e coisinhas para roer, de texturas diferentes. Por outro lado nunca "treine" o seu cachorro a chorar, abrindo a porta toda vez que ele estiver se esganiçando. Só abra a porta e libere o seu cãozinho se ele estiver bem quietinho, por pelo menos 2 minutos. Quanto mais gradual e consistente for esta fase do treinamento, mais rápido o seu cão vai aceitar ficar sozinho.
CRIE JOGOS E BRINCADEIRAS PARA QUANDO VOCÊ NÃO ESTIVER EM CASA
Um bom exemplo é ensinar ao seu cachorro a procurar o "tesouro" escondido. Você pode usar comida (pequenos pedaços de biscoitos caninos), ou brinquedos que ele goste muito. Mais uma vez, a bola Goodie Ball, o Buster Kube, ou a unha de vaca são ajudas valiosas. Coloque o peludo sentado numa área (cozinha ou lavabo, por exemplo) e mande ele esperar (o comando SENTA-FICA é muito útil nesta brincadeira ou, se o seu cachorro não for treinado, experimente fechar a porta, mas lembre-se, só abra a porta se ele estiver quieto). Esconda pequenos pedacinhos de biscoito de cachorro pela casa, ou o brinquedo predileto. Debaixo do tapete (só na pontinha do tapete, para que o peludo não revire tudo procurando a guloseima), debaixo de almofadas, nos cantinhos das paredes, etc.). Libere o peludo com o comando PROCURA, e incentive-o a procurar os tesouros. Se ele parecer confuso e perdido nas primeiras tentativas você pode orientá-lo, levando-o até o esconderijo, mas sempre deixe a captura final para o cão.
Em pouco tempo o bichão deverá pegar o espírito da coisa e você vai poder fazer o mesmo antes de sair de casa. O cão vai ficar tão feliz em procurar biscoitos e brinquedos que ele praticamente vai pedir para você sair de casa mais vezes. Vale lembrar que quanto mais valorizado for o petisco a ser escondido, mais interessado o cachorro vai ficar. Por isso evite dar biscoitos, ou o brinquedo predileto de seu cão, em momentos pouco especiais.
VALORIZE A SUA SAÍDA E NÃO A SUA VOLTA
Um outro erro comum dos donos que possuem cachorros que choram muito é justamente tornar a sua saída triste e a chegada um evento digno de comemoração. Faz bem pro ego da gente deste jeito? Claro que faz, mas se você está correndo o risco de ficar sem o cachorro por causa da reclamação dos vizinhos, pense outra vez.
Procure fazer da sua partida o grande acontecimento. Esconda os biscoitos, dê o brinquedo predileto, encha a bolinha de borracha de gostosuras, e se o seu cachorrinho estiver dormindo NÃO VÁ ACORDÁ-LO para dar um beijinho de despedida. Evite qualquer tipo de contato com o seu cachorro, principalmente se ele estiver demonstrando sinais de extrema ansiedade, pelo menos 20 minutos antes de você sair. Se ele for treinado para comandos de obediência, procure fazer um pequeno exercício, pedindo para que ele sente e deite, sente novamente e deite novamente, umas 5 vezes. Saia sem fazer grande alarde e sem grandes despedidas. Ao retornar para casa procure ignorar seu cachorro até que você tenha tirado toda a roupa e se trocado. Uns cinco minutos de espera para ganhar o seu carinho vai ajudar muito para que se cachorro aprenda a controlar a ansiedade do seu retorno.
UM CACHORRO CANSADO É UM CACHORRO FELIZ!
Procure fazer muito exercício com o seu peludo antes de sair (converse com o seu veterinário para saber o melhor programa de condicionamento físico para o seu cão, afinal, dependendo da idade e das condições de saúde do bichão, "muito exercício" pode variar bastante de cão para cão). Reserve uma hora antes de sair e caminhe intensamente, jogue bolinha, faça exercícios de obediência ou qualquer outra atividade física com o seu cachorro, interrompendo 20 minutos antes de você sair. A intenção é deixar o cachorro bem cansado e livre do estresse de confinamento, reservando os 20 minutos finais para ele relaxar antes de você ir embora. Quando você voltar, e depois que o cachorro estiver calmo, reserve uma parte do dia (ou da noite) para se dedicar ao seu peludo. Se isso for feito como rotina, logo ele irá aprender que também faz parte da vida familiar, e que as coisas irão acontecer ao seu tempo. Ele terá certeza de que não precisa ficar implorando pela sua atenção e carinhos, pois a horinha dele está reservada.
FINJA QUE TEM GENTE EM CASA
Alguns animais se sentem mais confortáveis quando se deixa uma luz acesa, ou um rádio ligado, ou uma peça de roupa do dono com ele (camiseta velha serve, mas não se esqueça de depois de lavar a camiseta "do cão" deixá-la alguns dias dentro do seu armário para pegar o "cheirinho" novamente). Outros parecem ficar ainda mais ansiosos com estes artifícios É preciso observar o comportamento do seu cachorro para ter certeza se estas são boas estratégias. Uma coisa que parece fazer muita diferença nestes casos é justamente a rotina quando o dono está em casa, ou seja, não adianta ligar o rádio só quando você vai sair, se você não costuma ouvir música em casa. Se for feito desta maneira o rádio é apenas mais uma dica de que você está indo embora e o bicho fica mais excitado.
CONVERSE COM O SEU VETERINÁRIO
Se nada parece ajudar, ou se o cachorro ficar realmente muito estressado, converse com o seu veterinário sobre a possibilidade de usar algum tipo de medicação. Felizmente hoje em dia já existe uma droga especial para o tratamento de ansiedade de separação em cães. Diferentemente das medicações disponíveis até hoje, esta é aprovada especificamente para o uso veterinário e não funciona apenas como um calmante ou um tranqüilizante (nestes casos o cachorro continua a sofrer com a separação, e o remédio apenas reduz a capacidade do cachorro responder ao estresse), ela realmente alivia a ansiedade do animal. De qualquer forma, NUNCA dê remédios ou tranqüilizantes (especialmente os formulados para o uso em humanos) sem falar com o seu veterinário. E ainda assim, use estes recursos como última opção.
QUEM TEM UM TEM DOIS?
Considere a companhia de um outro animal para o seu cachorrinho com cuidado. Procure saber primeiro se o seu cachorro realmente apreciaria a companhia de outro cão (ou mesmo um gato). Experimente levar o cachorrinho (ou gatinho) do seu amigo, ou de algum parente, para passar um dia com vocês e observe o comportamento do seu amigão. Passe algumas horas fora de casa e veja como ele se comporta. Nem sempre o cachorro que sofre com a separação do dono vai se sentir melhor com a presença de outro animal. Pelo contrário, muitos são tão ligados aos seus donos (e aos humanos em geral) que outro bicho na casa será visto única e exclusivamente como um competidor. O resultado pode ser desastroso. Felizmente esta não é a regra para todos. Tem cachorro que fica feliz da vida por ter um outro bicho na casa, só não vale é deixar o segundo bichinho também dependente da sua presença.
PUNIÇÕES SÓ PIORAM !
Finalmente, o mais importante é não punir nunca o seu cão pelo fato dele fazer bagunça quando você está fora. É no mínimo cruel a gente bater num cachorro que já sofreu tanto com a nossa ausência e no mínimo a gente vai estar reforçando o sentimento no animal de que é melhor apanhar do que não ter atenção nenhuma, ou seja, (na cabeça dele)... "Se eu fizer muita bagunça o meu dono acaba voltando. Tá certo que eu levo uns cascudos, mas pelo menos ele está aqui comigo." Seja compreensivo e procure ajudar o seu cachorro a superar uma dificuldade tão grande. Afinal, cães são animais sociais, não foram feitos para viver sozinhos a maior parte do dia, nem para agüentar todo o estresse que a vida urbana, e as longas horas de trabalho, nos obriga a viver.
Por outro lado, também é bom lembrar que todos nós adoraríamos ter um cachorrinho amigo, devotado, que está sempre perto da gente. Que adoraríamos mimá-lo, e que muitas vezes nós gostaríamos que eles fossem "nossas crianças". O problema é que eles NÃO SÃO crianças, e tantos mimos, tanto grude, tanta dependência, não irá trazer nenhum benefício para o nosso tão querido animalzinho. Mesmo para aqueles que hoje não costumam passar nem um minuto longe de seu cão, a longo prazo as chances de um dia a gente ter que se ausentar por um bom período de tempo vai aumentando e, quando este dia chegar, o mais prejudicado na história vai ser justamente aquele que nós amamos tanto. Equilíbrio é a palavra chave.
Um dos motivos principais de os cães serem bastante adaptáveis é a capacidade de sobreviver com uma variedade grande de alimentos. Enquanto os gatos necessitam de nutrientes encontrados apenas em uma dieta com base na carne, o sistema digestivo de um cão pode tirar nutrientes de quase tudo o que é comestível. É por isso que cães não necessitam de tanta proteína como os gatos. Mesmo assim, os cachorros são carnívoros por natureza, o que faz da proteína da carne parte importante de suas refeições. Uma dieta equilibrada é dividida em 6 partes: proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e água.
Água da vida
A água fresca e limpa é mais importante para seu cachorro do que qualquer outro nutriente. Cerca de 70% do corpo de um cão é constituído por água, que é vital para as funções celulares e para a lubrificação dos tecidos. Os cachorros podem sobreviver por muitos dias sem comida, mas a falta de água os mata rapidamente. Quando está quente lá fora ou se seu bicho está doente, especialmente se está vomitando ou tem diarréia, a água é ainda mais importante.
Se você bebe água mineral ou filtrada por causa da qualidade da água de torneira da sua região, você deve proteger a saúde de seu cão. Dê água mineral ou invista em um filtro de boa qualidade para sua torneira.
Se você está levando o cão em uma viagem, não deixe sua casa sem água mineral ou um galão ou dois da água que ele está acostumado a beber. Uma mudança na água pode causar uma indisposição. Misture a água de seu cão com a nova por uns dias, até que o sistema digestivo dele se ajuste.
Se seu cão começa a beber mais água do que o usual e urina com mais freqüência, isso pode ser uma sinal de aviso para vários problemas sérios de saúde, incluindo diabetes e doenças renais. Leve seu cão direto ao veterinário para fazer um check-up.
Comprando comida: qual é a melhor?
Os fabricantes de comida para animais gastam milhões pesquisando as necessidades nutricionais dos cães e cozinhando alimentos saborosos (e que as pessoas vão comprar). Escolher uma ração que ofereça nutrição completa e equilibrada é o primeiro passo para a boa saúde, mas há outros fatores a se considerar: gosto, digestibilidade, calorias e preço.
Qualquer ração que comprar terá no rótulo: completa e equilibrada. Isso significa que o alimento tem a quantidade correta de nutrientes de que um cão precisa para brincar e trabalhar duro. Entretanto, você sabe quando uma comida está realmente adequada para seu animal? Como todas as outras indústrias, os fabricantes de comida para bichos de estimação têm regras e regulamentos a cumprir. A Association of American Feed Control Officials, dos EUA, (Associação Americana dos Oficiais de Controle de Alimentação) diz aos fabricantes o tipo e a quantidade dos nutrientes que devem ser encontrados na comida. Eles têm que provar que seus produtos são compatíveis com esses padrões. Sendo assim, fazem testes ou análise química dos alimentos. Os testes alimentares são a melhor maneira de determinar se uma dieta realmente supre as necessidades nutricionais dos cães. Procure pelas palavras "testes alimentares", "protocolos da AAFCO para testes alimentares" ou "estudos alimentares da AAFCO" para se certificar de que a ração foi testada.
As empresas que fazem os testes têm que conferir se foram seguidas as diretrizes da AAFCO e se suas declarações de nutrição são apoiadas pelos resultados dos exames.
Teste do gosto - é muito importante que seu cão goste da ração. Entretanto, só porque a comida é gostosa não significa que seja boa para seu cão. Leia cuidadosamente os rótulos para se assegurar de que a comida de que seu cão gosta também é boa.
Tome cuidado com o estômago - digestibilidade significa que a quantidade de nutrientes do alimento pode realmente ser usada pelo organismo. Uma ração de pouca digestibilidade pode causar gases em excesso, fezes moles ou grandes e diarréia. Por outro lado, uma ração de alta digestibilidade fornece a mesma quantidade de nutrientes em uma porção pequena. Isso significa menos desperdício, resultando em fezes pequenas e firmes.
Para determinar a digestibilidade, examine o rótulo para verificar fontes de proteína de alta qualidade, como carne vermelha ou de frango, queijo e ovos. Os rótulos não contêm informações sobre digestibilidade, mas você pode escrever ou ligar para a empresa para ter os números. Procure por comidas com pelo menos 75 a 80% de matéria seca.
Contando calorias - os cãezinhos em crescimento necessitam de alimentação cheia de calorias e nutrientes. Quando chegam à idade adulta, a mesma dieta vai fazê-los ganhar muito peso. Leia cuidadosamente os rótulos para ver se a ração é adequada para filhotes, cães adultos ou cães idosos. Alguns rótulos mostram a porcentagem de calorias fornecidas pelos carboidratos, gorduras e proteínas.
Dinheiro acima da importância - geralmente há uma relação direta entre o preço de uma comida e a qualidade de seus ingredientes. Embora uma ração premium tenha um preço bastante elevado, o alto valor nutricional faz com que você precise dar menos alimento para que seu cão supra suas necessidades nutricionais. Você também pode descobrir que o custo por porção é comparável ao das rações genéricas. O bom suporte nutricional desse tipo de alimentação dá gastos menores, gerando mais economia.
A reputação do fabricante é algo que você deve considerar no preço da comida. Uma empresa que se preocupa com seus consumidores, mostra isso fabricando um produto de qualidade, fornecendo legivelmente seu endereço e número de telefone e ficando aberta a perguntas sobre o alimento. É fácil perceber que pagar um pouco mais em um alimento de alta qualidade compensa no fim das contas.
Lendo o rótulo
Você já leu os ingredientes escritos em um pacote de comida para cães? Algumas coisas são bastante familiares, mas você pode se deparar com algumas palavras científicas de 17 letras, parecidas com um trava-línguas, que só um pesquisador químico entende. Um bom dono quer saber o que há na comida de seu cão, mas decifrar esses rótulos pode ser muito frustrante.
Pela lei, os fabricantes devem rotular a ração com o nome, uma lista de ingredientes, uma análise garantida das porcentagens de proteína, gordura e fibra brutas, além da umidade e adequação nutricional. Aqui está um guia rápido para entender o que há em um rótulo.
Os carrapatos são parasitas externos (ectoparasitos) de animais domésticos, silvestres e do homem. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo, parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. São considerados como de grande importância pelo papel que desempenham como vetores de microrganismos patogênicos, incluindo bactérias, protozoários, rickétsias, vírus, etc; e pelos danos diretos ou indiretos causados em decorrência do seu parasitismo. Fixam-se em seus hospedeiros por um tempo relativamente longo para alimentar-se. Neste grupo estão incluídos a maioria dos carrapatos de interesse médico-veterinário.
IMPORTANTE lembrar que apenas 5%, aproximadamente, da população de pulgas e carrapatos parasitam os animais, os outros 95% permanecem no meio ambiente, sob a forma de ovos e larvas, tornando, assim, indispensável o controle do habitat.
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A obesidade é um problema muito comum nos animais de estimação e pode ser definida como um acúmulo excessivo de gordura no organismo. O animal se torna obeso por meio de ingestão acima do norma de calorias, pela vida sedentária ou restrição de exercícios, predisposição genética, alterações endócrinas (ex.: hipofunção da tireóide ou da adrenal), dietas desbalanceadas ou alguns casos de stress.
Alguns animais obesos tem maior propensão a desenvolverem problemas digestivos, pancreáticos e dermatológicos. A obesidade excessiva pode levar alguns animais a terem problemas cardiovasculares principalmente quando idosos. A obesidade pode ser tanto a causa quanto a conseqüência de uma longa série de problemas de saúde.
A nossa experiência com este tipo de problema revela a necessidade. Esta é a única maneira de intervir no processo e tentar ajudar o animal a emagrecer e se tornar mais saudável.
Independente do resultado da avaliação médica o proprietário deverá seguir as dicas abaixo relacionadas para diminuir o peso do seu animal:
- Levar o animal para passar regularmente;
- Verificar se as vacinas estão atualizadas;
- Evite dar remédios sem orientação do profissional Médico Veterinário, pois alguns remédios aumentam o apetite e podem piorar o problema do animal;
- Não deixe seu animal por perto durante as refeições da família para que ele não receba alimentação extra ou inadequada;
- Forneça dieta ou ração balanceada na quantidade suficiente e de acordo com o porte do cão (atualmente existe no mercado rações balanceadas com baixa quantidade de carboidratos e de gorduras para animais em regime alimentar);
- Evitar doces, massas, frituras, alimentos temperados e gorduras para o animal. Cães e gatos devem comer dietas corretas. O balanceamento nutricional além de poder acarretar obesidade é muito prejudicial à saúde e ao bem-estar do animal.
Este capítulo está dividido em três subtítulos: o tratamento do pêlo, o tratamento dos olhos e das orelhas e ainda o tratamento das unhas.
O Tratamento do Pêlo
Por ser curto ás vezes e resistente à água e às temperaturas não precisa de grandes cuidados.
No entanto, devido a diversos motivos (por exemplo, o tratamento do pêlo é um bom exercício de subordinação), pode escovar o seu cão ou mesmo penteá-lo uma vez por semana.
Isto deverá ser feito com uma raspadeira e processa-se do seguinte modo: Primeiro, faça o seu cão sentar-se. Depois, escove o pêlo, tendo o cuidado de o escovar sempre no sentido do traço natural.
Se, por exemplo, o pêlo estiver sujo de lama ou terra, lave o cão com um pano molhado, esfregando-o de seguida com um pano seco, até secar.
Muitos criadores alertam para o fato dos banhos desnecessários: eles dizem que o cão só deve tomar banho quando for mesmo necessário e que os shampoos destroem a camada protetora do pêlo, ficando assim sujeitos à umidade e à sujidade. Isto pode fazer com que o pêlo fique quebradiço e sem brilho.
Por isso, apenas é permitido o banho caso tenha sido indicado pelo médico ou devido a condições de higiene e, em caso algum, deverá ser dado com um shampoo vulgar - utilize apenas shampoos apropriados para o efeito, ou procure sempre profissionais da área de banho e tosa de animais para executar este tipo de serviço.

O Tratamento dos Olhos e das Orelhas
Os olhos do seu cão também devem ser muito bem examinados.
Uma boa altura de fazer o teste é quando escova o pêlo ao seu cão. Se os olhos apresentarem partículas de sujidade nos cantos lacrimais, é necessário tratar. Para isso, lave o olho do cão com um tampão de algodão umedecido em água morna.
As orelhas também deverão ser limpas regularmente, com a frequência de uma vez por mês. Deverá utilizar, igualmente, um algodão molhado em água morna.
Deverá, no entanto, ter o cuidado de não machucar o seu animal, limpando muito devagar e só nas partes mais externas.
Caso entre algum corpo estranho para o ouvido, lembre-se que SÓ o médico veterinário o poderá tirar!
O Tratamento das Unhas
O tratamento das unhas só é necessário caso o seu cão não se movimente muito. Para a maior parte dos casos não é necessário, quando o cão que se desloca muito e, além disso, o tipo de terreno não interessa (quer seja duro ou mole, acaba por lhe aparar as unhas).
Mas sempre pode acontecer que as unhas do seu cão cresçam demasiado. Neste caso, deverá proceder ao seu corte.
No entanto, se o seu cão tiver um pêlo escuro, ser-lhe-á mais difícil cortar as unhas, visto que há o risco de cortar demasiado (as unhas confundem-se com o pêlo). Um outro problema é que as unhas só se podem cortar até um certo ponto. Por isso, é necessário saber distinguir essas duas partes.
Para se aparar as unhas, é necessário ir cortando aos poucos, para não ferir o cão. Por isso, é aconselhável ir primeiro ao veterinário para ver como ele faz, e só depois tentar em casa!
O tempo de gestação de algumas espécies tem duração de dias. A da gata dura cerca de 59 a 64 dias e a da cadela cerca de 58 a 63 dias. Existe algumas orientações sobre o cruzamento. A cadela entra no cio de 6 em 6 meses, sua duração é de 10 à 15 dias. Os dias férteis vão do 8º ao 14º dia e o ideal é cruzar no mínimo duas vezes por cio.
Já as gatas entram no cio de 4 em 4 meses e sua duração é de cerca de 8 a 14 dias. Sua ovulação é induzida com a cópula do macho sobre a fêmea.
A escolha dos pais tem que ser feita minuciosamente. Deve se analisar se há problemas genéticos, de pele, se são vacinados, vermifugados e se o tamanho é semelhante.
Durante o pré-natal devem ser feitos exames e dadas todas as vacinas pendentes antes do cruzamento. Na gestação é importante evitar situações de risco como sair sem coleira e locais detetizados. Repouso e boa alimentação é indicado para um bom período e a avaliação Médico Veterinária deve ser feita com 30 e 55 dias após a cruza.
Com a aproximação do parto a respiração do animal fica acelerada, ele se torna inquieto e costuma arranhar o piso. A queda do apetite e a construção do ninho são comuns nesse período, além do corrimento vaginal hemorrágico ou mucóide.
No parto normal a fêmea rasga o saco aminiótico (bolsa d’água), corta o cordão umbilical, lambe o fluído fetal da boca e cabeça do filhote e, estimula a respiração e circulação lambendo o filhote.
Caso seja necessário realizar o parto patológico é preciso rasgar o saco aminiótico, cortar o cordão umbilical, enxugar o fluído fetal da boca e cabeça do filhote e, estimular a respiração e circulação massageando o filhote.
O corte do cordão umbilical deve ser feito com tesoura e fio de algodão esterilizado em álcool. É importante dar um nó com um dedo de distância da barriga do filhote, mas se ainda estiver preso a mãe, dá-se outro nó e corta entre eles. Para evitar a infecção é importante usar iodo fraco ou mercúrio duas vezes ao dia.
O parto de um filhote para outro filhote é de no máximo 5 horas e quando já não houver mais filhotes a contração, do animal, também pode durar até 5 horas. Ele pode ou não ingerir as membranas fetais, mas normalmente ela se preocupa com um filhote de cada vez.
Há animais que rejeitam os filhotes até o nascimento de todos. Também é comum no período pós parto ocorrer um corrimento de 2 semanas que está relacionado com a evolução uterina. Já em relação ao pós parto dos filhotes, a caudectomia, o corte da cauda deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia após o nascimento.
No primeiro estágio do trabalho de parto o animal fica intranqüilo, apreensivo e assustado podendo tremer, arfar e até mesmo vomitar. Nesse período ele recusa alimento e alguns procuram a proteção do dono ou se distanciam deles. Há fracas contrações uterinas.Já no segundo estágio as contrações são mais fortes, a respiração é rápida e o animal expele um visível fluído pela vulva. No terceiro estágio o animal expulsa as membranas fetais após cada filhote nascer.
- As características fisiológicas dos cães e gatos recém-nascidos são:
- Queda do cordão umbilical entre 2 e 3 dias nos cães e gatos;
- Abertura das pálpebras nos cães de 14 à 15 dias e nos gatos de 13 à 15 dias;
- Sono ativo até 30 dias após o nascimento nos cães e até 25 dias nos gatos;
- Controle de micção e defecação de 15 à 25 dias em cães e gatos;
- Mantêm-se em pé após o 15º no caso do cães e após o 12º no caso dos gatos;
- Passa a alimentar-se sozinho entre 30 e 35 dias os cães e entre 25 e 35 dias os gatos.
Os animais também são alvo da gripe, principalmente
durante o inverno. Vírus, bactérias, fungos ou parasitas podem causar a
gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite
infecciosa.
Diferentemente dos humanos, os animais curam-se sozinhos. Porém, é
importante manter a imunidade do cachorro alta, proporcionando uma
alimentação correta e nutritiva, além da vacinação com reforço anual.
“No inverno, os cães ficam mais suscetíveis a apresentarem doenças
respiratórias e por isso é importante que o proprietário saiba
identificar os principais sinais dessas patologias”, explica a médica
veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.
Alguns cuidados são importantes nesta época do ano. É bom evitar uso de
roupinhas e cobertores nos pets, sem contar com o banho que deve ser
realizado nas horas mais quentes do dia, com água morna, utilizando
xampus e sabões próprios para cães. Evitar o uso de perfumes, não
arrancar pelos do canal da orelha e usar secador de cabelos em jato
frio ou morno, para não queimar a pele do animal, são outros cuidados a
serem seguidos.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação
Não se pode forçar qualquer animal a fazer o que este não quer.
O objetivo principal é fazer do cão uma companhia fiel, deixá-lo escolher “Andar Junto”.
Devemos recompensá-lo por andar junto. Podemos fazê-lo de muitas formas:
O Encanto Pessoal - Para usar o encanto pessoal temos que ser, para o cão, encantadores. É estabelecido entre o dono e o cachorro, principalmente quando este é ainda filhote, uma relação de comando, sendo tanto através de gesto, mas primordialmente através do comando falado. Sendo assim, nossa voz tem um poder mágico de encantamento.
Normalmente os animais assimilam conhecimentos facilmente, pelo fato de a voz, representar comumente nosso estado de espírito. Através dela o cão detecta nossos ânimos, percebe se estamos alegres, zangados, se vamos passear com ele, se ganhará algo ou não.
A conversa com o animal é fundamental, e deve ser o maior prêmio que este recebe. Eles, assim como nós, buscam muito amor, carinho e companhia acima de tudo. Há claro, muitas outras maneiras para conquistar a atenção do cão, principalmente quando você não é o dono desses, e ainda não possui muita intimidade com o bicho. Então vamos a elas:
Coisas e ou objetos os quais o agradam ou têm preferência dele. Pode ser um brinquedo - uma bolinha de tênis, de borracha, um bonequinho ou até uma lingüiça de pano (de uns 40 cm) dessas usadas em treinamento ofensivo.
Podemos também utilizarmos comidas, como por exemplo pedaços de carne, biscoitos, iogurtes, tudo aquilo que não agride tanto a saúde do animal e que ele adora comer com você.
A atenção do cão é fundamental No contrário, não será possível o êxito. O que caracteriza totalmente a prática do adestramento é a obtenção da atenção do cão, independente do estágio do ensinamento. Somente com a atenção do animal as explicações e procedimentos pretendidos serão seguidos.
Assim, se ele andar junto, receberá nosso carinho e nossa atenção em enormes elogios. Se não o fizer, você não deverá puní-lo, mas apenas não recompensá-lo.
Toda vez que ele andar junto e se comportar de acordo, ganhará carinho e conversas amistosas, sendo necessário fazer isso em todo o período que ele estiver agindo corretamente.
Importante: nunca deixe a premiação para outra hora, pois muitas vezes o animal não consegue associar o prêmio com o mérito.
Importante: certos exercícios funcionam melhor de modo complementar e/ou contíguos. Exemplo: quando treinamos a corrida, podemos alternar esta com o andar junto e/ou sentar e/ou deitar. Um clássico nesse aspecto é o par andar junto e sentar. Para fazê-lo sentar,
Colocamos a mão esquerda sob o queixo do cão e a erguemos gentilmente como se o fizesse nos olhar e, ao mesmo tempo, conversamos com ele ou oferecemos um petisco.
A posição mais confortável para o cão ao fazê-lo é a de sentar e o cão o faz majoritariamente.
Ao final do processo, assim que ele estiver sentado e então tiver feito a parte dele, é hora de fazermos a nossa e recompensá-lo com muito ânimo.
Aos poucos diminuiremos essa ajuda, na medida em que formos percebendo que ele começa a sentar-se para receber o elogio ou o prêmio e. surpreendentemente e gratificante, o cão após isso se mostrará disposto a continuar, a fazer mais e mais, sendo então vital a associação, e aí voce pode colocá-lo a andar um pouco ou qualquer outra brincadeira que seja ou não parte integrante do aprendizado.
Adestramento é tão estimulante e surpreendente, que algo bastante discutido e sentido pelos veterinários, adestradores e criadores de animais, é a percepção aguçada dos sensores e sentidos, entre outras inúmeras qualidades.
Então, pode parecer até bobagem, mas se você mentalizar: ...como é, não vai sentar? ...o que você está esperando para sentar? ... Senta vamos! Poderá ser surpreendido com o animal.
Uma prova disso são as diversas reações dos bichos quando, por exemplo, você está em casa e pensa em sair com seu cão, como que por encanto, ele chega antes no lugar onde você guarda a coleira, ou então, ao ouvir o barulho de um pote de ração, o sistema nervoso involuntário do parassimpático o faz salivar.
Seu cão fará muitas vezes exatamente o que você espera dele. Se achar que ele não vai fazer... ele não o fará. Dessa forma, há uma indução mental, e o cão responde ao erro por estarmos sempre pensando negativamente: ... eu acho que ele não vai conseguir....
Espantosamente, se começarmos a confiar mais em nosso cão ele corresponderá imediatamente. Então, a confiança é um valor fundamental.
Uma parte delicada do treinamento e aparentemente vista pelos leigos por simples e/ou bobagem é a de ensinar o cão a deitar após um pedido.
Isso ocorre porque a posição "deitado" é bastante confortável, mas também não muito adequada na defesa para o cão, sendo uma posição relativamente expressada pela vulnerabilidade. Dessa forma é, praticamente, impossível obrigar um cão a deitar-se sem utilizar a violência. Entretanto, se o cão for forçado a deitar mediante violência, ele ficará desconfiado para o resto do treinamento e débil para o adestramento.
A natureza, e os animais inclusive nós humanos, seguimos e respeitamos tanto racionalmente quanto instintivamente uma das leis qualificadas pelo homem mas não própria deste, desenvolvida pelos gigantes da física ocidental que é a lei da ação e reação.
Sendo assim, se empurrarmos um animal para frente ele nos colocará a mesma força para trás, e se empurrarmos para trás ele nos forçará para frente... Se forçá-lo para baixo ele fará força para se levantar. É claro que a lei de ação e reação já estaria presente independente da vontade do cão, mas serve para demonstrar que o cão teimará sempre. Então, é necessário ensiná-lo a deitar, recompensando?o em seguida.
Existem várias formas de se ensinar um cão a deitar, basta criar um canal de comunicação com o cão. As mais comuns e eficazes são aquelas relacionadas com pedidos de voz. Há aqueles que trazem palavras de outros idiomas, já que acreditam ser inconsciente do bicho o principal aceptor e tradutor da informação, sendo então certo que a raça lê mais facilmente o idioma falado na região de origem.
Por exemplo, tratando-se de um dog alemão, muitos criadores aconselhariam usar o idioma alemão no adestramento e mesmo nas conversas, mas talvez não seja tão crucial assim, não é mesmo? Entretanto, se quiser usar rugen para ele deitar, é com você. O mais adequado mesmo é juntar diversos meios para se alcançar o fim. Por esse motivo, costumo deitar junto com o animal, trazendo até mais proxidade na relação e se o cão for seu, melhor ainda, pois aí sim é que ele deitará mais facilmente ainda com você, não é interessante?
Para treinarmos um cão de outro dono, primeiro o ensinamos a sentar e, depois, seguramos gentilmente as duas patas anteriores e, uma de cada vez, fazemos o cão andar para frente até se esticar todo e ficar deitado.
Também batemos no chão, convidando-o a deitar-se. Alguns cães conseguem deitar-se com, apenas, um ou dois toques na guia para baixo (toque de leve, jamais tranco).
Poderemos ainda utilizar a isca - oferecendo, mas não deixamos que ele a coma antes de deitar-se. Bem devagar vamos baixando a isca até ele deitar-se ocasião em que poderá comê-la.
Aí você já sabe, fazer muita festa e carinho, para depois continuar o treinamento com algo complementar, andar ou correr pode ser.
Depois basta repetir os dois primeiros passos. Após a primeira, poderá iniciar o comando?RUGEN? ou down, deitar..., escolhendo um para usá-lo sempre.
É óbvio que o auxílio de gestos e atitudes é fundamental na maioria dos casos no início. Portanto, devemos apontar o chão para ele sentar ou deitar, no caso, fazendo isso sempre com a mão esquerda entre as nossas pernas e a cabeça do animal, ou também puxando bem levemente o guia para baixo e, diminuindo o grau de ajuda conforme o necessário.
Assim que perceber uma melhor assimilação do ensino deitar, aumente o tempo de permanência do cão na posição deitado, brincando de levantar com o comando ficar junto, um dos mais eficientes nessa hora.
Ao levantar, dê uma corridinha como prêmio por ele ter ficado quieto aqueles segundos.
Para começar a fazê-lo ficar, inicie na posição básica, emita o comando deita, então fale o comando fica com a mão espalmada à frente do focinho e dê um passo pequeno e lento à frente, voltando em seguida para obter confiança do cão.
Sempre que necessário repita o procedimento, a fim de não forçar ou pressionar o animal. Emita o comando "Fica!" e dê lentamente, três passos à frente, parando de costas para o cão por 2 segundos, virando-se em seguida de frente para ele e voltando em seguida para o cão.
Faça isso novamente e, ao voltar para o cão, passe por trás dele, até chegar junto para assumir a posição básica.
A fixação desse ensinamento, é feita a partir do aumento da distância do cão em passos de 3 para 5,8,12,24... e mantendo o tempo curto para voltar. Então, aumente o tempo para voltar até 15 minutos, reduzindo novamente a distância para 5 passos.
O aprimoramento do exercício é conseguido através do desaparecimento nosso da visão canina, fazendo-o esperar até voce voltar. Para isso voce deve se esconder.
Voltaremos mais uma vez à distância de 5 passos e o tempo de um minuto, repetindo o aprimoramento após isso, escondendo-se. E então, aumente o tempo e distância.
O cão será considerado treinado quando ele puder se controlar, sem sair do seu lugar e vê-lo sair, afastar-se e sumir por uma hora.
O pré-requisito é o comando para deitar e o de ficar. Para aprender a atender o comando de chamada ele precisa já saber o comando anterior: deitar e ficar.
Neste exercício, vamos introduzir um equipamento novo do adestramento: a guia de 10 m.
Depois de comandarmos o "deita/fica", caminharemos para a frente deixando a guia esticada no rastro permanecendo de costas por um segundo e, voltando de frente para ele, chamaremos pelo seu nome, caso ele não venha imediatamente daremos um leve toque na guia.
Para chamar usamos o próprio nome do cão, sem um comando especial. É muito mais fácil, tanto para o cão quanto para nós, utilizarmos o nome dele, para chamar. Normalmente o cão, que já deverá estar ansioso para vir junto, entenderá imediatamente.
No momento em que percebermos que ele começa a vir, daremos alguns passos rápidos para trás com a finalidade de fazê-lo voltar mais rápido, agacharemos, e abriremos os braços para recebe-lo com muita festa.
Nesse momento importante do treinamento o cão aprendeu o primeiro comando que ele estava ansioso para aprender.
O exercício que é o mais fácil de todos para aprender, é também, o mais fácil de desaprender.
Se você chamá-lo por algo que acha que fez de errado, sem se dar conta, aplicar um estímulo negativo, como uma zanga, por exemplo, terá perdido, no mínimo uma semana de trabalho para faze-lo associar novamente seu nome a alguma coisa de prazer e satisfação.
Devemos seguir o critério de fazer sempre pequenas alterações de cada vez para dar ao cão maior segurança. Também, como estamos usando uma guia de 10 metros, o cão mesmo que ?saia da raia? não nos tira o controle, e nunca deve nos tirar a paciência, não se esqueça disso jamais, pois se não, consequências diversas surgem.
Depois que o cão compreendeu o exercício, vamos repetí-lo com uma pequena alteração: desatrelar a guia da coleira, sem que ele perceba, e proceder com a mesma coreografia: deixaremos a guia para trás no nosso rastro, procurando realiza-lo da mesma maneira como se estivesse com a guia atrelada. Além de repetir todos os gestos, deveremos ter o cuidado de faze-lo no mesmo lugar.
Quando chamarmos o cão, pelo nome, faremos o mesmo gesto, dando um leve puxão na guia. Surpreendentemente, ele virá sozinho.
Agora, é só repetirmos algumas vezes, sempre alternando o exercício com a guia e sem a guia. Desta vez, quando ele chegar, interromperemos o entusiasmo pela sua chegada, exigindo que ele pare sentado à nossa frente antes de receber o carinho. Assim que ele sentar voltamos a fazer festa com mais entusiasmo ainda.
A finalização do exercício é sentar-se à nossa frente assim que fizer a aproximação, para depois assumir a posição básica. A posição básica ele poderá assumir de duas maneiras. Fazendo a volta por trás pela direita ou simplesmente rodopiando em torno do seu corpo pela esquerda.
Podemos ajudá-lo a entender que deve sentar-se à nossa frente, colocando a mão, com a palma voltada para cima, por baixo do queixo e fazendo uma leve pressão para cima, mas aumentando a força na medida que o cão não compreender que deve sentar-se. Poderemos, ainda, ajudar com um comando.
Nesse momento é conveniente utilizar, como estímulo reforçador, uma isca de fígado, que será oferecida ao cão, assim que ele sentar.
Para ensinar a assumir a posição básica, poderemos dar um passo à frente, ajudando-o com a mão a posicionar-se. Ao mesmo tempo devemos dar um comando "Junto!"
Alguns cães, quando descobrem que estão soltos, ao serem chamados, resolvem passar direto e brincar um pouco. Não devemos nem podemos zangar. A única atitude sensata é ignorar e ficar parado até que ele resolva aproximar-se.
ATENÇÃO - no momento em que ele se aproximar devemos fazer a maior festa. Jamais zangar com ele.
Nunca devemos correr atrás de um cachorro fujão! Ele sempre será mais rápido que nós. Se ele foge, é porque esta com medo. Correr atrás dele será dar-lhe a certeza de que queremos pegá-lo.
Para se ensinar ao cão a pegar um objeto, começa-se sempre com algo que ele goste. Uma bolinha, um pedaço de pau, um pedaço de corda enrolada, um frisbee, qualquer coisa. E, depois transformamos a brincadeira em jogo sério.
Se o cão já é adulto ou se, simplesmente, ele não pega nada por já ter sido traumatizado, temos que tentar outro método.
Todas as vezes que se quer ensinar algo novo a um cão, temos que mostrar, o quanto antes, o final do exercício.
Quando você coloca algo na boca do seu cão ele logo irá pensar que terá que engolir aquilo, exatamente como você faz com os remédios.
Para que ele não se sinta desconfortável, tão logo você introduza o objeto em sua boca retire-o, acompanhado de um comando.
Usaremos o comando "Busca!" para o cão pegar o objeto e "Aus!" para o cão largar o objeto.
Então, ao colocarmos o objeto na boca do cão daremos o comando "Busca!" e, em seguida "Aus!" para ele soltar o objeto nas suas mãos. Jogue o objeto no chão para mostrar-lhe que acabou o exercício e dê uma corridinha com ele para brincar, elogiando-o muito. Depois, repita a mesma coisa por umas três vezes e, aí, poderá começar a aumentar o tempo que ele deverá segurar o objeto, sempre mais um segundo cada aumento.
Quando ele estiver segurando o objeto por um minuto aproximadamente, comece a ensiná-lo a andar com o objeto na boca. Na primeira vez ele irá tentar cuspir o objeto. Insista até que ele dê um passo e mande-o soltar o objeto. Faça bastante festa, dê uma corridinha e poderá voltar ao exercício novamente.
Depois, dois passos, três, quatro, até ele sair andando com o objeto na boca. Daí para a frente é muito fácil.
A próxima etapa será faze-lo pegar o objeto no chão.
Essa etapa só poderá ser iniciada quando o cão já estiver pegando o objeto sem problemas ao ouvir o comando "Busca!".
Para iniciar essa etapa temos que fazê-lo pegar o objeto vindo de baixo e não mais colocá-lo em sua boca.
Vamos abaixar cerca de um centímetro de cada vez até que ele pegue o objeto encostado no chão.
A próxima etapa será fazê-lo dar um passo para pegar o objeto no chão.
Depois dois passos até ele sair correndo para buscar o objeto e trazê-lo em suas mãos.
Dá trabalho, mas é muito fácil.
Você tem três maneiras de ensinar a seu labrador a trazer e entregar a bolinha. As três requerem muita paciência:
1. Utilizando uma guia longa ou um cordão de nylon -
Se ele já gosta de trazer, não poderá fugir. Recolha a guia longa muito lentamente, sem forçar jamais, até que ele esteja perto o suficiente para você colocar a mão na bolinha que está na boca. Faça carinho, brinque com ele até que solte a bolinha.
Não puxe ou tente tirar a bolinha de sua boca à força. Se fizer isso ele irá segurar com mais força e puxar contra, achando que faz parte da brincadeira. O objetivo é trocar a bolinha pelo carinho e elogios.
2. Utilizando uma isca que ele goste muito para "comprar" a bolinha. Nesse método também se usa a guia longa. Quando ele chegar perto o suficiente para que você consiga segurar a bolinha de sua boca, mostre o petisco e tente "comprar" a bolinha, pagando com o petisco.
3. Utilizando somente a própria brincadeira. Requer muito mais paciência, atenção e dedicação, mas é mais duradouro e a que eu, particularmente, mais aprecio.
Comece a brincadeira atirando a bolinha e indo você mesmo buscar. Repita esse mesmo procedimento umas três vezes.
Na quarta vez, quando ele pegar a bolinha, chame-a estenda a mão aberta e espalmada e peça-a para entregar a bolinha. Ele, claro, não vai entender...
Na primeira vez, para explicar, você vai até ele com essa mesma atitude: mão estendida, e pedindo... dá a bolinha... dá...?
Se ele fugir... JAMAIS corra atrás!
Se fizer isso, vai mudar o "prazer" da brincadeira e, em vez de buscar e trazer, o prazer será faze-lo correr atrás dele, brincadeira, aliás, que os cães adoram.
Pare e permaneça parado até que ele perceba que você não o está perseguindo. Ele irá parar também. Nesse momento peça novamente a bolinha (claro, sem esperar que ele entenda), abaixe-se e insista um pouco. Como ele não irá entregar, vire-lhe as costas e comece a fazer outra coisa (como os cães, quando fazem "ouvido de mercador"), brinque com a grama ou com alguma coisa que estiver por perto. Tente mostrar que se ele não lhe entregar a bolinha, a brincadeira acabou.
Como ele ainda não deverá entender..., depois de fazer isso algum tempo (depende da sua sensibilidade: 15, 25, 40 segundos) peça a bolinha novamente. Repita esse procedimento umas três a quatro vezes e, como ele ainda não irá entender, vá embora.
Volte algumas horas depois para recomeçar a brincadeira.
Se ele soltar a bolinha no chão, vá até lá e jogue-a novamente, para que entenda, primeiro, que você quer continuar a brincadeira, e depois, que é preciso sua colaboração.
Observe sempre a reação de seu cão. São muito importantes os momentos de fazer cada procedimento.
Repita esse procedimento algumas vezes. E, novamente, pare de insistir.
Você vai perceber que, em dado momento, ele vai pegar a bolinha trazendo-a para soltar mais perto de você. NÃO PERCA essa oportunidade para pegar a bolinha e jogar novamente para ele pegar. Nesse momento, ele estará começando a entender que deve levar a bolinha para você jogá-la novamente.
Depois que ele aceitar essa atitude de trazer para mais perto, algumas vezes, comece a endurecer o jogo, exigindo cada vez mais perto. Nessa segunda etapa deste procedimento basta que ele aproxime a bolinha mais uma vez. Você deve exigir cada vez mais perto até ele trazer junto mesmo.
É chegado o momento de exigir que ele entregue "em mãos".
Neste procedimento você deve começar abaixando-se para pegar a bolinha no chão. Depois, peça espalmando como no início. Nesse procedimento ele já tem conhecimento do processo da insistência e será mais curto. Insista até que ele pegue a bolinha no chão e coloque na sua mão. É a fase mais demorada mesmo.
Novamente NÃO perca essa oportunidade para se mostrar super alegre com a atitude para jogar a bolinha novamente para ele buscar.
Com a continuidade ele deverá entregar a bolinha em mãos.
Dos treinamentos é o mais fácil.
Você deve fazer um programa de trabalho:
Os cães, assim que nascem, encontram as tetas da mãe em menos de um minuto, ainda com os olhos e os ouvidos fechados. O olfato é o primeiro dos sentidos que se desenvolve e é o mais aguçado.
Querer ensinar um cão a farejar é uma pretensão igual a querer ensinar um pássaro a voar. O faro faz parte dos atributos naturais dos caninos.
O que você deve ensinar é encontrar o que você deseja.
Para percorrer uma trilha ele precisa querer...
Vamos lá:
O objetivo do treinamento do faro é fazer com que o cão associe o rastro deixado por uma pessoa àquilo que ele mais gosta. Tipo: no fim, se ele achar ganha um prêmio.
1. descubra o petisco que o cão mais gosta: salaminho, salsicha, fígado cozido, biskrok etc.
2. faça, na grama virgem (ainda não pisada), uma trilha com pequenos pedacinhos desse petisco (de 10 em 10 cm) de maneira que ao comer um ele já veja o outro e ao mesmo tempo associe com o cheiro da grama pisada. (Você já deve ter sentido o cheiro de grama recém-cortada, pois bem, o cão, que tem o olfato mais apurado que o nosso, consegue sentir o cheiro de grama pisada).
3. Essa trilha deve ser feita de manhã cedo, antes dos cães terem se alimentado e pode, no início, ser de um metro reto, com uma esquina e, depois, mais um metro. Ele vai fazer a trilha na primeira tentativa.
4. Na seqüência, você deve ir aumentando a distância dos petiscos, bem lentamente: de 10 para 15 cm, depois 20, 30, 50, 80, 120 e só passar para outra mudança quando o cão já estiver fazendo bem a anterior. Vai chegar a um ponto no qual o cão não consegue mais ver o próximo petisco e terá que acha-lo pelo faro. Essa seqüência deverá ser estendida até o cão conseguir fazer uma trilha de 100 metros, cada reta, encontrando apenas um só petisco em cada uma.
5. A próxima etapa é esconder a isca numa bolsinha que o cão não consiga abrir.
Ele terá que achar a bolsinha, avisar e esperar até que você chegue para abrir a bolsinha e oferecer o petisco.
6. A etapa seguinte é encontrar a bolsinha vazia e receber o petisco por você depois de ter indicado a bolsinha.
Pronto, você ensinou ele a achar a bolsinha. Depois é só continuar o treinamento até que ele encontre qualquer coisa que você queira.