Já é possível "ressuscitar" animais de estimação nos Estados Unidos. A empresa Genetic Savings and Clone, com sede perto de São Francisco, realiza clonagem de gatos por US$ 50 mil.
A companhia anunciou em 2002 a primeira clonagem de um felino a partir do DNA da célula de uma gata adulta. Somente em 2004 há a previsão de clonar mais nove filhotes, seis para venda e três para exposição em salões comerciais.
A Genetic Savings and Clone tenta agora realizar o mesmo com o cachorro, considerado o melhor amigo do homem.
Para realizar a clonagem, é necessário fazer uma retirada de DNA do estômago do animal vivo ou imediatamente após a sua morte.
A taxa de sucesso para a clonagem de cães ainda é muito baixa, diminuindo, assim, a esperança dos proprietários mais apegados aos seus amigos, pois para cada sucesso há muitos nascimentos de animais deformados.
As associações de defesa dos animais encaram essa prática de clonagem como um desperdício de dinheiro em um momento em que 17 milhões de animais domésticos são mandados para abrigos porque não têm quem os adote.
Fica aberta a polêmica.
Fonte: REDEVET
ASPECTOS FUNDAMENTAIS
NA NUTRIÇÃO E |
Joelsio
José Lazzarotto(2) |
RESUMO |
Este
trabalho procura mostrar alguns dos cuidados fundamentais
que se deve ter com a nutrição e
alimentação de filhotes de cães.
Neste sentido, evidencia-se a necessidade de dispensar
grande atenção às fases de
gestação, lactação
e início da alimentação sólida,
as quais são cruciais ao adequado desenvolvimento
dos filhotes. Unitermos: alimentação, filhotes de cães, nutrição, performance, saúde. |
INTRODUÇÃO |
Uma
nutrição adequada, que aporte todos
os nutrientes (proteínas, gorduras, carboidratos,
vitaminas, minerais e água), é essencial
para uma vida saudável, porém o
requerimento de cada nutriente varia de acordo
com a idade, estado físico e modo de vida.
Desta forma, dietas com excesso ou deficiências
nutricionais poderão provocar diversas
alterações fisiológicas,
predispondo o organismo animal a sérios
problemas, como incorretos: desenvolvimento corporal
e constituição óssea, assim
como obesidade e alterações reprodutivas. |
DIETA
DAS FÊMEAS PRENHES E EM LACTAÇÃO |
Quando
se trata da nutrição de filhotes
de cães, é imprescindível
dispensar uma correta atenção à
dieta das fêmeas prenhes e em lactação. Quanto às fêmeas gestantes, estas devem receber uma devida atenção com relação aos seus requerimentos nutricionais, através da utilização de dietas corretamente balanceadas e que satisfaçam as suas exigências fisiológicas, especialmente no terço final da gestação, pois é nesta fase que ocorre o maior desenvolvimento fetal e mobilização de imunoglobulinas, constituídas basicamente de aminoácidos para a glândula mamária, formando o colostro, o qualdeve ter qualidade e ser ingerido obrigatoriamente pelos recém-natos nas primeiras horas pós-parto, com o objetivo de determinar uma excelente imunidade passiva, essencial para proteção contra inúmeros patógenos, uma vez que o filhote ao nascer é muito susceptível a infecções pois nasce praticamente desprovido de anticorpos específicos contra antígenos comuns, além de ter seu sistema imunológico não completamente desenvolvido para determinar uma boa defesa orgânica por meio de uma imunidade ativa (SCROFERNEKER, 1996). Quanto à dieta da fêmea lactante, é fundamental que tenha adequado conteúdo de todos os nutrientes, já que é ela a principal fonte alimentar para os filhotes logo após o nascimento. Portanto, o recomendado é fornecer um alimento de qualidade, incluindo altíssima palatabilidade, digestibilidade e um alto teor de energia, podendo ser administrado através de várias pequenas refeições ao dia, com o intuito de proporcionar condições para a produção suficiente de leite, atendendo a demanda necessária dos filhotes, principalmente nas três primeiras semanas de idade, pois até este período dependem basicamente do leite materno para obter os nutrientes necessários (EDNEY, 1989). |
(1) Corresponde a um dos temas desenvolvidos com o objetivo de participar do “Prêmio Purina Pro Plan de Nutrição Animal” de 1997. Sendo o autor desse trabalho considerado vencedor entre todos os estudantes de Medicina Veterinária, da região Sul do Brasil, que participaram no referido ano. (2) Médico Veterinário, mestrando na Universidade Federal de Lavras. DAE-MAR/UFLA, C.P.37. CEP: 37200-000 Lavras - MG. Email: lazaroto@ufla.br |
Rev.
Fac. Zootec. Vet. Agro. Uruguaiana, v.7/8, n.1, p. 9-12, 2000/01 |
O
REQUERIMENTO ENERGÉTICO |
Cães
com idade inferior a oito meses têm seus
requerimentos protéico e energético
muito superiores aos adultos em mantença.
O teor de energia é em torno de 50% maior,
e a proteína cerca de duas vezes mais,
sendo que para filhotes deve-se prover pelo menos
25% da energia, a partir de uma proteína
de qualidade (McGINNIS, 1991; POFFENBARGER et
al, 1990). As necessidades diárias de energia, que os filhotes requerem, varia em função da idade e raça. Cães de raças pequenas têm um requerimento de cerca de 200 kcal por quilo de peso corporal até atingir metade de seu desenvolvimento, a partir do qual começa haver uma diminuição em tal exigência, ficando ao redor de 150 kcal, cujo teor poderá ser reduzido gradualmente até chegar às necessidades dos animais adultos (em torno de 90 kcal por quilo de peso corporal). Os filhotes de raças de porte médio e grande precisam aproximadamente 250 kcal por quilo de peso corporal até a metade de seu desenvolvimento, quando ocorre redução para cerca de 190 kcal até o estado adulto (EDNEY, 1989). No entanto, existem variações individuais quanto ao requerimento energético, pois há animais que podem necessitar 20% a mais ou 20% a menos da exigência comum, por isso é relevante um acompanhamento rotineiro do estado físico do cão em crescimento, recebendo uma dieta balanceada com suas exigências nutricionais, uma vez que são indesejáveis; tanto uma deficiente como excessiva ingestão de nutrientes, já que tais desequilíbrios predispõem a inúmeros problemas que podem comprometer o desenvolvimento e desempenho futuro (EDNEY, 1989; GRANDJEAN & PARAGON, 1992). |
O
REQUERIMENTO PROTÉICO |
As proteínas são de alta relevância
para o cão em crescimento, a fim de sustentar
o |
O
REQUERIMENTO MINERAL |
Os cães em crescimento requerem adequados
teores dos minerais, sendo crucial para seu
correto desenvolvimento cuidados com os níveis
de cálcio e fósforo presentes
na dieta, pois as exigências são
muito maiores que as dos cães adultos,
em função de serem os principais
elementos para a formação do esqueleto,
o qual tem na sua constituição
aproximadamente dois terços de matéria
inorgânica. |
ADMINSTRAÇÃO
DOS ALIMENTOS |
Novos
alimentos, juntamente com o leite materno, podem
ser incluídos na dieta de filhotes de cães
após um balanceamento nutricional, com
o intuito de suplementar suas exigências,
auxiliando, dessa maneira, a fêmea na alimentação
de sua prole, além de induzir uma adaptação
progressiva a um novo processo alimentar. Tal
mudança na alimentação poderá
se iniciar a partir das três semanas de
idade, o que é justificável, pois,
nesse período, inicia-se naturalmente o
desmame, uma vez que os cães se dedicam
a explorar os arredores, passando a consumir facilmente
alimentos úmidos e leves, ao mesmo tempo
o trato gastrintestinal está fisiologicamente
mais funcional e, portanto, com melhores condições
de se adaptar ao incremento de uma nova dieta
(McGINNIS, 1991; CASE & CZARNECK-MALDEN, 1990). Os alimentos iniciais, para filhotes bastante novos, devem ter alta concentração de energia e nutrientes, além de serem muito apetecíveis, sendo que aqueles com alto teor de umidade são geralmente bem aceitáveis pelos cães jovens, enquanto os alimentos secos devem ser umedecidos com água ou leite numa proporção em torno de cinco partes de alimento e uma de líquido durante os primeiros períodos de sua ingestão, uma vez que possuem menor apetecibilidade. Tal teor de umidade pode serreduzido gradativamente, coincidindo com um aumento rápido e progressivo no consumo de alimentos, em função da adaptabilidade alimentar, tanto que a maioria dos cães podem ser desmamados completamente às seis semanas de idade, administrando-se uma ração variada ou um único alimento completo (McGINNIS, 1991). A alimentação dos cães em crescimento deve ser o suficiente para satisfazer as suas necessidades, sendo que o aporte de alimento (peso dessecado) necessário, diariamente, é aproximadamente 5% com relação ao peso da sua massa corporal. No entanto alguns cuidados devem ser observados para evitar a ocorrência de desconforto, principalmente abdominais, como se verifica casos de expansão e tensão estomocal demasiada, ou vômito, após a refeição, sinais estes indicativos de um possível consumo excessivo de alimentos em uma única vez. Assim, iniciar com alimentações menores e mais freqüentes obtém-se melhor eficiência para evitar certos transtornos, ao mesmo tempo o trato gastrintestinal terá maior facilidade de adaptação para digerir e absorver adequadamente os nutrientes presentes nessa nova dieta (McGINNIS, 1991). Portanto, pode-se iniciar a oferecer alimentos às três semanas de idade, fornecendo até aos três meses quatro refeições diárias, desta idade aos seis meses diminui-se para três vezes, quando então administra-se somente duas refeições diárias até atingir o seu completo crescimento, o qual ocorre próximo aos dozemeses de idade para os cães de raças pequenas, ao passo que as raças grandes não o alcançam antes dos dezoito meses (McGINNIS, 1991). Quando os filhotes são desmamados, seria importante alimentá-los separadamente, pois isto permitiria fazer um controle do quanto cada um está consumindo, evitando, ainda, que o filhote dominante consuma um excesso de alimento em detrimento ao consumo dos outros cães. Para filhotes que não foram alimentados inicialmente com uma dieta adequadamente balanceada com todos os nutrientes necessários, deve-se fazer uma mudança gradual quando deseja-se passar a alimentá-los com tal dieta, pois mudanças bruscas freqüentemente causam alterações gastrintestinais, caracterizadas sobretudo por diarréia, que poderá comprometer o status orgânico. |
CONCLUSÃO |
Os
requerimentos nutricionais dos filhotes de cães
são diferentes para as distintas fases
de seu crescimento, por isso é de fundamental
importância a administração
de dietas nutricionalmente equilibradas, de acordo com o estágio de desenvolvimento, pois uma nutrição e alimentação adequadas são fatores determinantes para um correto desenvolvimento dos mesmos, propiciando condições para uma excelente saúde geral e performance futura. |
Pastas de dente especiais para os bichos têm sabor de salsicha ou carne. Na foto, Limpeza de tártaro sendo feita pelo veterinário.
Os dentes dos gatos e dos cachorros têm muito mais semelhanças com a dentição humana do que se imagina.
Assim como seus donos, os bichos de estimação desenvolvem placa bacteriana, que, se não removida, pode virar tártaro, provocar inflamação nas gengivas e até levar à perda dos dentes.
Já as cáries são mais difíceis de aparecer. As bactérias que vivem na boca dos animais e provocam esses males também são responsáveis pelo bafo de onça de alguns cães e gatos. A saída para evitar o incômodo e livrar o bicho do sofrimento de uma dor de dente está na prevenção, como oferecer uma ração de consistência mais dura.
“Esse tipo de alimento entra em atrito com os dentes, promovendo a limpeza”, esclarece a veterinária Ivana Carvalho, da Pet Society. Animais que têm o hábito de roer ossinhos de couro também têm a boca mais limpinha.
“Para prevenir, o ideal é que o dono também escove os dentes do animal todos os dias ou, pelo menos, três vezes por semana com movimentos suaves. Gatos são mais difíceis de lidar que cachorros, mas, se eles forem acostumados desde filhotes, fica muito mais fácil”, orienta a veterinária Ana Regina Torro, da Faculdade de Ciências de São Paulo (Facis).
Sabor carne
Mas, alto lá! Antes de pegar a primeira escova e creme dental que aparecer pela frente, é preciso ter cuidado com o que vai usar. “Como gato e cachorro não cospem, eles devem usar um produto apropriado, que não contém flúor”, alerta Ivana.
Os cremes dentais para pets são tão especiais que vêm com sabores para agradar a bicharada, como carne e salsicha. De acordo com Ivana, se o dono usar a pasta comum, aquela com flúor, o produto pode causar irritação gástrica e provocar náusea e vômitos no animal. Também há escovas especiais, com cerdas mais duras, e até mesmo dedeiras, que facilitam o trabalho do dono.
Escovar os dentes não é a atividade mais divertida para fazer com o bicho de estimação. Mas o esforço compensa a longo prazo, pois, quando ao tártaro está instalado, é necessária a intervenção do veterinário porque a simples escovação não remove o tártaro.
Nessa fase, só um procedimento drástico resolve o problema, pois o bichano vai precisar de anestesia geral. “O dono leva o animal pela manhã e vai buscá-lo no fim do dia. A raspagem dos dentes dura em média duas horas e, se for necessário, ainda arrancamos algum dente ruim”, descreve a veterinária Ana Regina Torro.
Optar pela ajuda do veterinário pode ser mais fácil, mas sai salgada. O preço médio para deixar os dentes do pet reluzentes é de R$ 200, variando de acordo com o porte do animal e a quantidade de tártaro.
ATENÇÃO: FALE COM SEU VETERINÁRIO SOBRE ESTE ASSUNTO. SOMENTE ELE PODERÁ AVALIAR QUAIS OS MELHORES CUIDADOS PARA SEU AMIGO DE ESTIMAÇÃO.
Fonte: G1
Estes nutrientes, por outro, têm sua função no organismo, seja do homem, do cão ou do gato. No caso dos animais, oferecendo uma ração de qualidade, devidamente balanceada, essa preocupação até perde um pouco o sentido, já que a gordura aparece na quantidade necessária.
Não é de hoje que a gordura e os ácidos graxos poliinsaturados (ômega 3 e ômega 6) são estudados por especialistas em alimentação de pequenos animais (cães e gatos). E o que se tem constatado é a importância dessas substâncias para manter em perfeita harmonia as funções orgânicas, o que só multiplicou os trabalhos científicos em torno desses ingredientes, aumentando o conhecimento sobre seu metabolismo.
Por se tratar de um tema complexo, é importante ter-se uma definição do que são e qual a sua importância para a alimentação de pequenos animais. Então vamos lá. Os AG são ácidos caboxílicos e sua composição varia de 2 a 24 átomos de carbono. A saturação das ligações entre os carbonos é que classifica os AG em saturados, monoinsaturados (uma dupla ligação) e poliinsaturados (mais de uma dupla ligação), estes últimos não podem ser sintetizados pelos animais, sendo nutrientes essenciais da dieta. As gorduras consistem em esteres de ácidos graxos com uma molécula de glicerol, em outras palavras são constituídas por três moléculas da ácidos graxos unidas a uma molécula de glicerol. Quando uma gordura é digerida no intestino, as enzimas quebram as ligações dos ácidos graxos com o glicerol, e assim o organismo os absorve.
Os ácidos graxos poliinsaturados também têm uma classificação. São divididos em vários grupos, sendo os mais importantes os de ômega 3 (????e os de ômega 6 (?6). Essas divisões ainda geram certa confusão no mercado, pois em muitas embalagens de rações a descrição da composição do produto mostra as quantidades de ácido linoleico e ácido linolênico sem especificar se é da família ???ou???. Veja no quadro abaixo, que o ácido gama-linolênico é da série ?6 e o ácido alfa-linolênico é da série ?3.
Classificação dos ácidos graxos
Ácidos Graxos 6 - Ácidos Graxos 3
Cis-linoleico (AL) Alfa-linolênico (AAL)
Gama-linolênico (AGL) Eicosapentaenóico (AEP)
Aracdônico (AA) Docosahexaenóico(ADH)
GORDURAS
De acordo com o Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal, óleos e gorduras de origem animal são produtos obtidos de tecidos de animais nos processos de restituição ou extração. Os óleos podem ser de aves e de peixes e as gorduras de sebo bovino e gordura de suíno. Esses ingredientes otimizam a digestibilidade e, principalmente, a palatabilidade das rações. Para cães, por exemplo, a presença de óleo de frango e sebo bovino é um ótimo atrativo. Já para gatos, o óleo de peixe é o destaque.
Uma de suas principais funções é fornecer energia para os animais. Uma grama de gordura tem mais do que o dobro de energia que uma grama de carboidrato.
Quando se fala de gordura, é preciso deixar um ponto muito claro. A gordura é essencial ao perfeito funcionamento do organismo dos animais. Animais que se exercitam e são tratados com uma dieta balanceada dificilmente sofrerão com a obesidade. Por isso, é bom ter muito cuidado com cães e gatos que ficam presos, que não tenham opções e oportunidades de andar, correr, saltar, brincar e fazer uma série de atividade a que estão acostumados, especialmente quando mais novos. Na idade mais avançada, é importante que os donos incentivem seus animais a desenvolver alguma atividade física. Essa atitude não só evita a obesidade como ajuda a manter o animal ativo e saudável.
Ácidos Graxos
Alguns ácidos graxos poliinsaturados são essenciais ao organismo animal. O mais importante é sem dúvida o Ácido Linoleico (AL), da série ? 6. Reconhecido como essencial há mais de 30 anos, a falta deste na dieta ocasiona problemas de pele, queda de pelos, descamação (caspa), coceira, hemorragia de pele e problemas reprodutivos. Para que a ração proporcione ao animal uma pelagem brilhante e macia, esta deve conter níveis adequados deste nutriente. Alguns óleos vegetais, como o de milho e soja, são ricos deste ácido graxo? Entre as gorduras animais, este é mais abundantes no óleo de frango, o que garante melhor valor nutricional às rações oferecidas a animais domésticos.
A partir do AL os animais sintetizam os ácidos graxos essenciais derivados da série ? 6, como o Ácido Aracdônico (AA), que desempenha papel igualmente importante nas funções metabólicas e estruturais. Vale ressaltar que os gatos não são capazes de sintetizar o AA, necessitando que suas rações já o contenham pré-formado. É por isto que suas rações contêm derivados da carne e músculo em sua composição, pois os lípides do músculo são ótimas fontes deste ácido graxo.
Mais recentemente tem-se dado mais importância aos ácidos graxos da série???. Óleos de peixes marinhos de águas frias são a principal fonte destes nutrientes. Seu estudo advém do fato destes poderem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento de várias doenças, desde que adicionados corretamente às rações.
Confira:
pode aliviar a dor associada a displasia coxo-femoral;
pode auxiliar no controle do prurido em cães com atopia, alergia alimentar e dermatite alérgica por picada de pulga;
pode melhorar quadros inflamatórios e/ou doenças autoimunes;
reduz a formação de trombos;
pode inibir a gênese e reduzir o crescimento de tumores.
Funções
Os ácidos graxos poliinsaturados das séries ??? e ??? são componentes estruturais da membrana celular, sendo parte integrante de sua estrutura lipoprotéica. Quando existe deficiência orgânica destes nutrientes, a membrana da célula perde suas características normais, e como conseqüência tem-se problemas de pele. São também precursores de um grupo de substâncias denominadas eicosanóides. Estes atuam como hormônios locais na regulação de processos fisiológicos, inclusive os processos inflamatórios, que sofrem influência da proporção dietética de ácidos graxos ? 6 e ??3.
FONTE:
Revista Alimentação Animal
Sindicato Nacional da Indústria Alimentação Animal – SINDIRAÇÕES
Comportamento
A cadela tem alterações comportamentais por ocasião do cio, sendo a mais comum a pseudociese (gravidez psicológica). As cadelas que foram esterilizadas não entram no cio, portanto não têm este problema. Fêmeas castradas com temperamento dominante podem ter a dominância exacerbada em função da castração.
Saúde
A castração em fêmeas é muito mais benéfica para a saúde do que em machos. A cirurgia feita antes do primeiro cio praticamente elimina a possibilidade de tumores de mama (os mais comuns em cadelas). Feita em qualquer idade, a cirurgia elimina a possibilidade de problemas uterinos (entre eles a piometra) e elimina a chance de problemas de parto ou gestação. Costuma trazer aumento de peso, que pode ser controlado pelos donos através de uma dieta equilibrada. Quando a castração é precoce, essa tendência é diminuída.
Os efeitos colaterais indesejáveis da castração em fêmeas são:
aumento de peso (muito comum);
dermatites na região da vulva (pouco comum);
problemas de pele (pouco comum)
e finalmente incontinência urinária (em raças grandes incidência aproximada de 25 %). A incontinência urinária é mais comum em cadelas castradas, costuma aparecer alguns anos após a cirurgia e ocorre durante a noite e períodos de relaxamento, sendo que durante a vigília a micção é normal. Há duas opções de tratamento por medicamentos, sendo uma delas a reposição do estrógeno. Os resultado do tratamento é excelente, com aproximadamente 80% das fêmeas curadas.
Para o dono
As fêmeas castradas não entram no cio, isso significa que não há restrições em levá-las para passear, viajar, e que nunca haverá sangramento pela casa. Quando uma cadela no cio sai na rua os machos, atraídos pelo cheiro, podem trazer situações bem desagradáveis, principalmente quando estão soltos. A fêmea não terá ninhadas indesejáveis, tão comuns, além de não ter a gravidez psicológica e seu quadro comportamental.
Riscos
Castração de fêmeas exige uma cirurgia mais complexa do que no caso dos machos, sendo necessário abrir o abdômen para retirar útero e ovários. O risco maior durante o ato cirúrgico é a ocorrência de hemorragia, sendo que podem ocorrer complicações pós operatórias também. A competência do cirurgião, a qualidade dos equipamentos e equipe agem para: diminuir o risco a um nível muito baixo, proporcionar um pós-operatório livre de problemas e uma rápida recuperação. Também há um risco básico que é inerente à qualquer procedimento envolvendo anestesia geral. Um animal que nunca apresentou sinais de doença cardíaca pode vir a falecer por parada cardíaca durante a anestesia, mesmo nos procedimentos rápidos.
Fonte: www.cachorrosegatos.com/castracao.htm
H.P.Lefebvre, Department of Physiology and Pharmacology, National Veterinary School, Toulouse, França
A.D.J. Watson, Department of Veterinary Clinical Science, The University of Sydney, Australia.
Extraído de: Inovacão - Notícias Novartis Para o Mercado Pet Ano 02, N° 05 - Novartis
Por que se mede a creatinina no plasma?
Em especial para detectar ou monitorar a insuficiência renal aguda ou crônica.
Qual o significado do aumento da creatinina no plasma?
Plasma ou concentração de creatinina no soro é geralmente interpretado somente do ponto de vista de eliminação renal, o que quer dizer, a creatinina no plasma aumenta quando a função renal diminui, mas (mesmo a uma freqüência menor), a hipercreatininemia pode também ser explicada como sendo:
Quais são as condições analíticas favoráveis?
Quais fatores psicológicos afetam a concentração de creatinina?
A creatinina é sensível o bastante para detectar uma disfunção renal?
Enquanto a análise química da creatinina é útil, algumas limitações não devem ser esquecidas:
Há algumas décadas, quem concluía o ensino superior, encerrava a fase de estudos, ficando com o conhecimento estagnado no tempo. Hoje, a coisa mudou... O importante, agora, é que os profissionais sejam atuantes no mercado de trabalho, busquem uma requalificação rápida e que tenham uma visão ampla sobre diversos temas. Com a velocidade das mudanças, a tão falada globalização e o avanço tecnológico, transformam incessantemente o ambiente de trabalho. A atualização profissional tornou-se algo de grande valor. O estudo e a formação deixaram de ser meramente mais uma etapa da vida, mas a caminhar junto com os profissionais ao longo de suas vidas.
Podemos até dizer que antes o profissional não tinha prazo de validade determinado; ninguém arriscava em perguntar a um médico, por exemplo, se ele já tinha feito algum curso de atualização para enriquecer e aprimorar os seus conhecimentos. A ciência e a pesquisa andavam a passos lentos se compararmos aos dias de hoje. Sem contar que o conhecimento adquirido nos bancos universitários durava muito mais, porém, esse quadro mudou e continua mudando a cada dia.
A atualização profissional passou a ser uma necessidade dentro do exercício da profissão. E aqui entra o aperfeiçoamento do currículo, uma exigência que seleciona o profissional no mercado. E se o indivíduo não quiser manter a sua empregabilidade, deve-se investir em cursos, leituras, e acima de tudo, estar atento às novidades e às oportunidades. Com maior ou menor intensidade, é preciso também procurar um processo rápido, eficaz e específico para a obtenção de conhecimento. Uma boa opção são os cursos de atualização profissional, que possuem curta duração, aplicam algum conceito atual, e proporcionam aos profissionais terem contato com algum conteúdo nuca antes visto ou aprendido.
O outro lado da moeda mostra que não é somente o profissional que precisa se atualizar e estar atento às mudanças do mercado, mas as instituições de ensino também devem seguir esse papel. Há que se estruturar os cursos de acordo com a realidade em que está inserida. Com a extensão e aprimoramento educacional, elimina-se a velha forma de pensar que o estudo termina na escola. Agora, o profissional vê que a atualização profissional ajusta o desenvolvimento de sua carreira e das oportunidades de trabalho.
Redação Portal Educação
As lesões são provocadas pela placa bacteriana, que se acumulam ao redor dos dentes, principalmente onde a língua, lábios ou abrasão dos alimentos não chega. No estágio inicial temos apenas uma inflamação da gengiva, conhecida como gengivite, o que já produz um mau hálito. Com o passar dos dias esta placa vai ficando rica em bactérias patogênicas, as quais vão destruindo o ligamento que prende o dente no alvéolo e começamos a ter mineralização da placa dando origem ao cálculo dental ou tártaro. À medida que a destruição ligamento acontece, temos a formação de bolsas ao redor do dente com perda de osso e presença de pus.
Este processo é dolorido, e muitas vezes o proprietário não percebe os ssinais emitidos pelo animal, que passa a pata sobre o focinho, raspa a cabeça no chão ou imediatamente solta o alimento ao comer, devido à dor. Esta infecção´por via sanguínea provocar insuficiência renal, miocardite, hepatite, poliartrite etc...
Para prevenir se devemos escovar os dentes uma vez ao dia, com pasta dental veterinária: no momento a da Virbac é a unica que tem a enzima que evita a formação da placa bacteriana. Deve evitar-se o uso de pasta dental humana já que esta contém sabões e flúor, e como o animal não cospe pode ficar intoxicado(fluorose).Se for difícilescovar, ossinhos de couro ou Chews auxiliam bastante.
Na presença de gengivite ou cálculos, para evitar a perda dos dentes e dar uma qualidade de vida melhor, temos que submeter o animal á anestesia inalatória, com exames pré-anestésicos: ecg,bioquímicos para curetagem da placa e remoção dos cálculos, RX dos dentes com furca exposta para possível extração ou não. Ultra-som odontológico, em alguns casos de dentes fraturados tratamento de canal, restauração, jato de bicarbonato e finalmente polimento. Todo este procedimento leva de 2 a 3 horas. Tanto a anestesia inalatória quanto o monitoramento cardio-respiratório são necessários porque pode queimar o dente e gengiva é necessário o uso de água para resfriar.
Recomendo a realização do tratamento periodontal pelo menos uma vez ao ano em animais que não escovam os dentes principalmente os de porte pequeno(toy em geral e gatos).Já entre os que escovam os dentes, perodicamente pode ser longa.
AUTOR: FERRAZZOLI, MARCIO ORLANDO
ORIENTADOR: DUARTE, RICARDO (M.Sc.)
I-RESUMO
O hiperadrenocorticismo também conhecido como síndrome de Cushing é uma desordem dos níveis do cortisol circulante, seja ele endógeno ou exógeno, a origem desta enfermidade pode estar associada a tumores pituitários (HPD), tumores adrenais ou ainda ser iatrogênica. Os sintomas são alopecia, pele adelgaçada, polidipsia, poliúria, abdômen penduloso, fraqueza muscular, deposição de cálcio na pele, comedões, entre outros O tratamento é muito variado, dependendo da origem a que esta relacionada à doença, e para um preciso tratamento é necessário que se dê um diagnóstico exato da alteração a que o cão esta acometido, para isso podem ser utilizados vários métodos e entre eles podemos citar o US, RX, ressonância magnética, exames laboratoriais entre outros Neste relatório estão descritos os métodos de diagnósticos e tratamentos, mais empregados, onde este ultimo deve ser adaptado ao proprietário, pois nem todos os tratamentos estão ao alcance de todos os Médicos Veterinários, pois são executados a nível experimental, usando o Cobalto 60 e a Megavoltagem.
Palavras chave: hiperadrenocorticismo, cães, adrenal, pituitária, cushing, cortisol.
II- REVISÃO DE LITERATURA
1- DEFINIÇÃO
o hiperadrenocortiscismo é um distúrbio do cão, associada com taxa excessivas de glicocorticóides endógenos ou exógenos, caracterizada por poliúria e polidipsia; alopecia simétrica bilateral; pele adelgaçada e hipotônica; e redução da musculatura esquelética (KIRK & MULLER, 1985).
Segundo ETTINGUER, 1996, em 1.932,0 Dr. Harvey Cushing descreveu 12 seres humanos com distúrbio por ele sugerido como resultante de basofilismo pituitário. Um cuidadoso estudo destes e de casos posteriores em seres humanos, sugere múltiplas causas para esta síndrome. O epônimo "síndrome de Cushing" é expressão inclusiva em referência à constelação de anormalidades clinicas e químicas resultantes da exposição crônica a excesso de glicocorticóides. O epônimo "moléstia de cushing" se aplica àqueles casos de síndrome de Cushing em que o hipercortisolismo é secundário a inadequada secreção de adrenocorticotropina (ACTH) pela pituitária (hiperadrenocorticismo pituitário-dependente, HPD). A síndrome de cushing canina (SCC) também tem diversas origens fisiopatológicas, mas todas têm um denominador comum: concentrações aumentadas de cortisol circulante.
Uma classificação fisiopatológica nas causas de SCC deve incluir a hiperplasia adrenocortical devido a tumor pituitário produtor de ACTH em excesso, ou o excesso de ACTH resultando de distúrbio hipotalâmico, moléstia adrenal devida a carcinoma ou adenoma adrenocortical, e causas iatrogênicas como excessiva administração de ACTH (raro) ou medicação excessiva por glicocorticóides (comum).
1.1-Glândulas Adrenais
A primeira descrição anatômica das glândulas supra-renais (adrenais) foi feita por Eustachius em 1563 (figura 03). A importância funcional destas glândulas foi demonstrada inicialmente por Addison em 1855. As glândulas adrenais são um par de órgãos endócrinos compostos e achatados, localizados no tecido retroperitoneal ao longo dos pólos craniais medianos dos rins. Um corte transversal macroscópico de uma glândula não corada mostra que ela esta constituída de um córtex que é diferente da medula. Córtex apresenta-se cor-de-carne, creme ou amarelo-brilhante dependendo de seu conteúdo lipídico. As adrenais de ruminantes e de suínos têm cor-de-carne por causa do seu pequeno conteúdo lipídico. No cavalo, no cão, no gato e na galinha o córtex é creme ou amarelo-brilhante devido ao seu elevado conteúdo lipídico. A medula tem cor marrom-avermelhada por causa da presença de abundância sanguínea nas veias medulares. Embriologicamente cada glândula tem uma dupla origem e, na realidade, contém duas glândulas endócrinas combinadas dentro de um envoltório constituído por uma cápsula de tecido conjuntivo. O córtex tem origem mesodérmica, enquanto que a medula é derivada do tecido ectodérmico cromafim. Após este desenvolvimento ocorre uma migração de células que invadem o primórdio do córtex e se diferenciam em medula, constituindo esta porção recém-formada e a cortical um só órgão, que logo é envolto por uma cápsula de tecido mesenquimatoso (GETTY, 1986).
Segundo o mesmo autor, células cromafins da medula das adrenais migram da crista neural no período em que os gânglios simpáticos estão se formando. Algumas destas células, em vez de se diferenciarem em células nervosas, diferencia-se em células glandulares da medula das adrenais capazes de produzir secreção interna (adrenalina). A cápsula das glândulas adrenais é constituída de tecido conjuntivo denso disposto irregularmente. É rara a ocorrência de trabéculas que partem da cápsula e penetram o parênquima cortical até à medula. Quando tais trabéculas ocorrem, as células corticais são vistas, envolvendo-as na medula. A trama intersticial do córtex e da medula consiste em tecido conjuntivo areolar reticular. O córtex apresenta, microscopicamente, três zonas celulares distintas, chamadas zona glomerular, zona fascicular e zona reticular. A zona glomerular (multiforme) é uma zona celular subcapsular estreita que se caracteriza pela presença de cordões enrodilhados ou grupos de células.
A zona reticular está constituída de células menores, mas semelhantes àquelas encontradas na zona fasciculada. As células dispõem-se em cordões celulares irregulares, anastomosados entre si, que seguem um padrão reticular. Os sinusóides estão situados entre os cordões celulares. Esta zona é considerada como fonte de hormônios sexuais masculinos e femininos (GUYTON, 1997).
FIGURA 1 - Visualização da glândula adrenal em abdômen de um cão (seta)
FONTE: BOYD, 1996
2- PREDISPOSIÇÃO
Hiperadrenocorticismo canino é uma doença de Cães de meia idade e idosos (7 a 11 anos). Sendo que o hiperadrenocorticismo pode apresentar-se em animais muitos jovens (raro), tendo sido referido casos da doença em cães com idade inferior a 1 ano. Não há predisposição quanto ao sexo, mas em particular, as raças de pequeno porte parecem apresentar mais a doença. (HERIPRET, 2000)
Raças - os Poodle, Dachshunds, Boston Terriers e Boxers são predispostos, embora todas as raças possam ser afetadas. Não se observa nenhuma predileção sexual nos Cães com hiperadrenocortiscismo hipofisário dependente. Contrariamente, 70% dos Cães com tumores adrenais são fêmeas (BICHARD & SHERDING,1998).
3- FISIOPATOLOGIA
3.1 - Hiperadrenocorticismo Pituitário-Dependente (HPD)
No HPD a secreção de ACTH é aleatória, episódica. e persistente. A excessiva secreção de ACTH resulta numa hiperplasia adrenocortical e num excesso de secreção de cortisol, ocorrendo a ausência do ritmo circadiano normal. Inexiste a inibição, por retroalimentação, do ACTH (secretado por células hiperplásicas, ou por um adenoma pituitário) por concentrações fisiológicas de glicocorticóides. Assim, a secreção do ACTH persiste, a despeito de elevações na secreção do cortisol. Esta liberação descontrolada do hormônio resulta num excesso crônico de glicocorticóides. A secreção episódica de ACTH e cortisol resulta em concentrações plasmáticas flutuantes que podem, algumas vezes, situar-se dentro da faixa normal. Estudos da produção de cortisol, como a excreção urinária de cortisol ao longo de 24 horas, confirmam a existência de excesso de secreção desse hormônio. Esta excessiva secreção e a ausência de variação diurna (caso exista) na secreção de glicocorticóides provocam as manifestações clinicas da sindrome de Cushing. Além dos efeitos sistêmicos decorrentes do excesso de glicocorticóides, este distúrbio também resulta na inibição do funcionamento normal da pituitária e hipotálamo, afetando a liberação da tirotropina (TSH), hormônio do crescimento (HC), e gonadotropina (hormônio luteinizante e hormônio folículo-estimulante, FSH).
Oitenta a 85% dos cães com síndrome de Cushing espontânea apresentam HPD, ou seja, excessiva secreção de ACTH pela pituitária, causando hiperplasia adrenal bilateral e excessiva secreção de glicocorticóides. A incidência publicada dos tumores da pituitária em cães com HPD varia tremendamente, mas é provavelmente dependente, na maior parte dos casos, da competência, possibilidades de microdissecção, e condições de coloração do laboratório que estiver realizando a histologia. Em estudo em que foi empregada a coloração imunocitoquímica da pituitária, foram reconhecidos tumores da pars distalis e da pars intermédia, bem como combinações destas anormalidades. A despeito destes novos e excitantes achados, a causa primária para o HPD permanece obscura. Foram propostas tanto uma anormalidade pituitária primária (adenoma secretor de ACTH), quanto uma perturbação do sistema nervoso central com excessiva estimulação dos corticotrofos pituitários pelo HLC, ou outros fatores hipotalâmicos (ETTINGER & FELDMAN, 1997).
Segundo os mesmos autores, os adenomas da pars distalis são achado histológico mais comumente detectado no HLC canino, sugerindo uma causa pituitária primária para o distúrbio. Contudo, um pequeno número de cães apresenta hiperplasia pituitária, o que sugere um distúrbio hipotalâmico que provoca a excessiva estimulação dos corticotrofos pituitários. É concebível que os adenomas também possam surgir secundariamente a uma prolongada estimulação, por parte do sistema nervoso central, dos corticotrofos. É difícil que um distúrbio hipotalâmico seja responsável pelos tumores que surgem tanto na pars distalis, quanto na pars intermédia, visto ser a regulação dos dois lobos tão diferente. A pars distalis não possui suprimento nervoso, sendo controlada pelo HLC hipotalâmico que a atinge através dos vasos porta-hipofisários, enquanto que a pars intermédia avascular é enervada por fibras dopaminérgicas e serotoninérgicas provenientes do cérebro. Confusão maior é observada em resposta ao tratamento. Ciproheptadina, que tem ações anti-serotoninérgicas, foi considerada terapeuticamente efetiva, segundo publicação, em apenas 3 dentre 15 casos de HPD. É seguro que se proponha que HPD pode ser resultante de diversos mecanismos fisiopatogênicos que podem ser mais profundamente definidos no futuro.
3.2- Tumores Adrenais
Tumores adrenais primários (figura 4), tanto adenomas como carcinomas, surgem espontaneamente, secretando de forma autônoma quantidades excessivas de cortisol. As concentrações plasmáticas circulantes de ACTH são suprimidas, resultando na atrofia cortical da adrenal não envolvida (e de todas as células normais na adrenal envolvida). A secreção de cortisol por estes tumores é independente do controle hipotalâmico-pituitário. A secreção é aleatoriamente episódica. Os tumores adrenais tipicamente não são reativos à manipulação do eixo hipotalâmico-pituitario com agentes farmacológicos como a dexametasona. Em cães, não foram reconhecidas outras características além do tamanho do tumor, que auxiliem na distinção entre pacientes com adenomas adrenais e os com carcinomas adrenais (podem ser grandes), como foi reconhecido em seres humanos (JERICÓ et al, 2000).
FIGURA: 2- Tumor adrenal aderido ao rim. FONTE: HERIPRET, 2000.
3.3- Síndrome do ACTH Ectópico
Esta síndrome não foi ainda diagnosticada no cão. Em seres humanos, ela compreende um grupo variável de tumores que são capazes de sintetizar e secretar ACTH, e eventualmente causam hiperplasia da adrenal com hipercortisolismo. Tumores com o potencial para causar a síndrome do ACTH ectópico em seres humanos são os carcinomas das pequenas células pulmonares, timomas, tumores das células das ilhotas pancreáticas, tumores carcinóides (pulmões, intestinos, pâncreas, ovários), carcinomas medulares da tiróide, e feocromocitomas. Quando estes tumores sintetizam e secretam excessivas quantidades de ACTH biologicamente ativo, os peptideos relacionados, '3 LPH e '3-endorfina, são também sintetizados e secretados, do mesmo modo que os fragmentos inativos de ACTH. Uma atividade similar a HLC foi também demonstrada em tumores ectópicos que secretam ACTH; contudo, a secreção de HLC no plasma não foi demonstrada, não estando esclarecido o papel deste HLC derivado do tumor (ETTINGER& FELDMAN, 1997).
Síndrome de ACTH ectópico é uma expressão empregada na descrição de estados em que o hiperadrenocorticismo está associado com neoplasia não pituitária, não-adrenocortical. No homem, a síndrome de ACTH ectópico é mais comumente observada em neoplasias pulmonares e pancreáticas (acredita-se que produzam ACTH ou substância assemelhada). No cão, essa síndrome parece ser rara, tendo sido descrita em conjugação com linfossarcoma em um cão e, possivelmente, linfossarcoma e carcinoma bronquial em outros dois animais (KIRK & MULLER, 1985).
4 -FISIOPATOLOGIA
4.1- Pituitária
Microadenomas. Oitenta a 85% dos cães com síndrome de Cushing espontânea tem a moléstia pituitário-dependente. A incidência descrita de tumores pituitária histologicamente reconhecidos varia entre 20 e 100%. Em um estudo que empregou a coloração imunohistoquímica da pituitária, adenomas pituitários reativos ao ACTH ou a peptídeos relacionados (LPH, '3-endorfina, hormônios estimulantes dos CL-melanócitos, a-MSH) foram detectados em 21 dentre 25 cães com HPD. Nesta série, havia também 3 cães dos quais estavam presentes hiperplasia corticotrópica: um sem qualquer adenoma associado, um com hiperplasia tanto da pars distalis e da pars intermédia em associação com adenoma da pars distahs, e um com hiperpiasia da pars distális em associação com tumor da pars intermédia.
É cabível dizer que o reconhecimento destes tumores pituitários requer a cuidadosa microdissecção, experiência, colorações especiais, e muita paciência. Visto que estes critérios não são frequentemente atendidos, as anormalidades da pituitária terão sua muitas vezes apreciada. A maioria dos pituitários secretora de ACTH é geralmente definida como microadenomas (<1 cm de diâmetro). Eles não são encapsulados, mas podem estar circundados por uma borda de células pituitárias normais comprimidas. Com o uso de corantes histológicos de rotina, tais tumores são vistos como compostos de folhetos compactos de células basófilas intensamente granuladas, num arranjo sinusoidal. Os adenomas secretores de ACTH tipicamente exibem alterações de Crooke (uma zona de hialinização perinuclear cine resulta da exposição crônica de células corticotrópica do hipercortisolismo). A microscopia eletrônica demonstra grânulos secretórios que variam, quanto ao diâmetro de 200 a 700 micrômetros. O número de grânulos varia de uma célula para outra.
Macroadenomas. Uma significativa percentagem de cães com HPD (talvez 20 a 30%) apresenta grandes tumores pituitários (figura 3). Um macroadenoma é definido como sendo visível ao exame macroscópico da pituitária, ou > 1 cm de diâmetro. Estes tumores têm o potencial de tornarem-se invasivos, levando sua extensão para fora da sela turcica. As massas em geral se estendem dorsalmente pelo hipotálamo, e podem resultar em depressão, anorexia, intranquilidade, comportamento embotado, ou, raramente, comportamento agressivo. É possível que alguns cães não apresentem sintomas clínicos, a despeito da presença de grande massa pituitária. Grandes tumores pituitários podem ter aspecto cromóforo, nos cones histológicos de rotina, mas tipicamente contêm ACTH e seus peptídeos relacionados. Tumores malignos da pituitária ocorrem raramente.
Hiperplasia. A hiperplasia difusa das células corticotrópicas foi relatada em três cães com HPD. Estes casos podem ser a consequência da excessiva estimulação da pituitária anterior pelo HLC (KIRK & MULLER, 1985).
Com 40 dias o abdome já está aumentado. Aos 45 dias o RX já evidencia ossos da cabeça, vértebras, costelas e ossos longos dos membros. Com 49 dias a cabeça dos fetos já é bem palpável e há grande aumento nas glândulas mamarias. A partir da 8a semana de gestação, o movimento dos filhotes já pode ser visto quando a cadela está deitada. Os filhotes já podem nascer de forma segura.
1 semana antes do parto, principalmente nas fêmeas em primeira gestação, ocorre secreção aquosa nas glândulas mamarias. Nas 3 ultimas semanas de gestação sua alimentação deve ser reforçada. O uso de ração balanceada de boa qualidade e de formulação para filhotes e fêmeas em gestação, é a melhor forma de garantir os nutrientes necessários, sem a necessidade de suplementos extras. Durante a gestação, devido a ação da progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a mobilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções várias vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto. Duas semanas antes do parto prepare o local onde a cadela irá ter seus filhotes e a estimule a deitar e dormir lá. Isso a deixará mais segura na hora do parto.
Na última semana de gestação já deve-se estar com tudo preparado, caso os filhotes nasçam antes do tempo: carro preparado com toalhas e jornais caso seja necessário levá-la a uma clínica com urgência; a caixa ou local onde ela terá seus filhotes; jornais para manter o local onde ela terá os filhotes sempre limpo durante o trabalho de parto; lixeira para os jornais sujos e materiais que serão usados durante o parto; uma caixinha menor forrada com toalha macia para colocar os filhotes enquanto a mãe está em trabalho de parto dos outros filhotes; um relógio para controlar o tempo de parto; uma lâmpada de 100w para ser colocada próximo a caixa dos filhotes caso esteja fazendo frio; se estiver fazendo muito calor coloque um ventilador para a mãe; fio dental e tesoura afiada e esterilizada para amarrar e cortar os cordões umbilicais; anti-séptico para desinfetar o cordão umbilical cortado; toalhas e panos macios para serem trocados 2 vezes ou mais ao dia, na caixa onde ficarão mãe e filhotes.
Os primeiros sinais começam com 48h antes do parto, quando começa a produção de colostro pelas glândulas mamarias e a fêmea começa a construir um ninho. 12h antes ocorre descarga vaginal, decréscimo de 1o C na temperatura, sendo que a temperatura normal do cão é em torno de 38,9 a 39,9o C. É a hora de entrar em contato com o seu veterinário e deixá-lo de sobreaviso, caso você precise de ajuda.
Quando chega a hora do parto as fêmeas demonstram desconforto, não acham posição para se deitar e dormir, respiram de forma acelerada como se estivessem com dor, lambem e olham para a vulva, recusam comida, procuram o seu "ninho". As contrações podem ser observadas nos músculos das costas, num movimento descendente.
Se ela quiser sair e caminhar vá junto. Caminhar ajuda no trabalho de parto, mas é preciso sempre estar atento para que nenhum filhote nasça no chão e ninguém veja. Principalmente se estiver escuro.
Após o começo das contrações pode levar até 4h para a saída do primeiro filhote. Se até esse tempo nenhum filhote nascer, procure logo seu veterinário. É importante observar o comportamento da fêmea, presença de contrações, estado geral da mãe, estado dos filhotes ao nascerem. Qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou contrações sem a saída do feto, indica problemas e o veterinário deve ser procurado imediatamente.
Entre as causas de atonia de útero estão: insuficiência de cálcio, déficit energético, fetos muito grandes e obesidade, partos muito prolongados.
O intervalo entre os nascimentos podem ser de 15 min. Até 1h, mais do que isso chame o seu veterinário.
Para a saída do filhote a bolsa de água aparece e normalmente se rompe, então o filhote sai de dentro dela. A placenta pode ou não se soltar nessa hora, nunca puxe o filhote porque você poderá causar nele uma hérnia umbilical. Espere ela se soltar. Se a mãe não cortar o cordão você terá que fazê-lo, usando fio dental e tesoura esterilizada. Depois passe um anti-séptico como por exemplo iodo. Importante também é contar o número de placentas. Elas devem corresponder ao número de filhotes, se isso não ocorrer é porque houve retenção e caso não seja tratada, ela corre o risco de uma séria infecção uterina.
Você pode ajudar a mãe a limpar os filhotes com uma toalhinha macia, os enxugando até que chorem. Esfregá-los ao mesmo tempo que limpa, ajuda a estimular a respiração. Se isso não fizer o filhote respirar e chorar, segure-o firmemente de cabeça para baixo, protegendo sua cabeça e pescoço e o balance, a força centrífuga irá ajudar a retirar o muco da garganta e narinas dele, para que ele possa respirar.
No intervalo entre os nascimentos deixe os filhotes mamarem o colostro, é muito importante para a saúde e imunidade contra infecções, assim como ajuda nas contrações e no trabalho de parto da mãe. Assim que as contrações recomeçarem, coloque-os de novo separados da mãe.
Quando termina o trabalho de parto a cadela se acalma, sua respiração volta ao normal e param as contrações.
Limpe tudo, passe um pano úmido na cadela para limpá-la e faze-la sentir-se melhor. Ofereça água e uma refeição leve como caldo de galinha com arroz. Isso lhe dará uma alimentação leve e com bastante líquido. Ideal no pós parto.
As mães de primeira viagem podem ficar confusas durante e após o parto. Você precisará ter firmeza, paciência e muito carinho com ela, ajudando no parto, no cuidado com os filhotes e na amamentação. É muito importante que todos os filhotes recebam o colostro nas primeiras 24h de vida.
Dentro de 24h no mínimo eles devem ser examinados pelo veterinário, para saber se tudo está bem.
A secreção vaginal após o parto dura de 24 a 48h e a cor deve ir clareando.
A cadela deve ficar com os seus filhotes em local calmo e tranqüilo, com temperatura ambiente constante por volta de 32o C, sem correntes de vento e sua alimentação deve continuar a ser balanceada e fortalecida, sendo indicado ainda as rações próprias para aleitamento, encontradas no mercado. Deve-se oferecer também bastante água fresca para ajudar na produção de leite. A mãe deve ficar sempre junta dos filhotes para lhes fornecer calor. É bom observar se ela toma o cuidado de não sentar ou deitar sobre eles.
Ao nascer os filhotes tem a temperatura baixa, por volta de 35o C, com uma semana de vida ela estará em torno de 38o C. Seus olhos se abrirão com 8 a 10 dias de vida e seus ouvidos com 13 a 17 dias.
Texto publicado originalmente na HP Vira Lata
Autor: Rejane S.B. Melki –
Médica Veterinária - CRMV-5 4770- Rio de Janeiro
Há muitas maneiras de punir comportamentos errados sem dar tapa
No artigo anterior, argumentei sobre os perigos de bater nos cães, tanto para nós, quanto para eles. Embora seja estratégico punir comportamentos errados para educar e estabelecer limites, há muitas maneiras de fazê-lo sem precisar dar tapa no cão.
Escuto com certa freqüência comentários do tipo “as técnicas do Rossi funcionam para cachorrinhos de madame, mas não para o meu Rottweiler!” Isso está longe de ser verdade. Eu e minha equipe somos chamados para resolver problemas de comportamento de bichos de todo tipo. Principalmente de animais grandes e agressivos. Como o elefante, na Tailândia, que iria ser sacrificado por ter matado sete treinadores e recuperei, patrocinado pelo Rotary Internacional. E nunca batemos num animal! Portanto, as técnicas aqui descritas funcionam, independentemente do tamanho ou da agressividade do animal.
Antes de aprender sobre punições, é importante ressaltar que devemos, sempre que possível, recompensar os comportamentos corretos e não só punir os errados. Cães que destroem plantas, por exemplo, devem ser estimulados e elogiados quando mastigarem seus brinquedos. Cães que pulam nas pessoas merecem um petisco ou um carinho quando optam por sentar em vez de pular.
As punições servem para modificar ou inibir um comportamento. Para obter esse resultado, diversas regras precisam ser seguidas:
Punição que o cão queira evitar
O que é punição para um, pode não ser para outro. Cães, assim como nós, possuem gostos e sensibilidades diferentes. É importante, portanto, aprender o que agrada ao cão e o que lhe desagrada.
Susto ou desconforto
As punições que uso causam apenas um susto ou desconforto. O tipo de punição precisa estar de acordo com a sensibilidade do animal. Um barulho bastante alto pode ser completamente ignorado por um cão e pode deixar outro tremendo por horas. Tome muito cuidado na escolha da punição, principalmente se o seu cão for bastante medroso.
Escolha da “arma”
Diversos objetos podem nos auxiliar a provocar um susto ou desconforto no cachorro quando ele optar por fazer a coisa errada. É importante que a punição aplicada não desencadeie nenhuma agressividade no cão, que não o machuque e também que não o deixe assustado por horas. Na dúvida, conte com ajuda de um adestrador ou consultor comportamental.
A. Spray com água
Alguns cães odeiam ser borrifados com água, principalmente se estiverem concentrados em roubar um pedaço de comida. Cuidado para não acertar dentro do ouvido do cão. Em alguns casos, colocamos uma substância amarga e não tóxica para aumentar o desconforto provocado pelo spray. Nesse caso, miramos na boca do cão.
B. Lata com moedas
Moedas ou arruelas dentro de uma lata fazem um barulhão quando as sacudimos. Muitos cães sentem-se intimidados com o barulho.
C. Biribinha ou estalinho
Também funciona pelo susto que o cão leva com a miniexplosão. Evite usar com cão que tenha fobia de fogos de artifício ou que seja muito medroso, pois as punições devem evitar problemas de comportamento e não agravá-los!
D. Jato de ar
Desde bomba de encher pneu de bicicleta até extintor de CO2 (só de CO2 ou ar comprimido, não use nunca de pó químico!) podem ser usados. Normalmente, bomba de encher pneu é muito fraca e o extintor é muito forte. No caso de cães brigando, o extintor é a minha punição predileta, pois dá um baita susto e costuma separá-los na hora, sem perigo de machucá-los!
Aja no momento certo ou esqueça!
Para a punição ter sentido, o cão precisa associá-la ao comportamento errado. O melhor momento de aplicá-la é no início do comportamento errado, não antes e nem depois. Por exemplo: o cão deve ser repreendido quando subiu na cadeira e está para roubar a comida da mesa.
Já é mais do que comprovado que a punição tardia não funciona e que pode, inclusive, causar problemas psicológicos para o animal, pois ele não entende com clareza o que está acontecendo. Apontar para a coisa errada que ele fez, perguntar quem fez aquilo, etc., não funciona, acredite!
Faça o cão fracassar
Além de receber punição, o cão deve fracassar na intenção errada dele. Ou seja, é importante que ele não consiga o que quer. Se ele estiver a fim de roubar comida de cima da mesa, mantê-lo com uma guia pode ajudar o treinador. O mesmo é válido para um cão que quer pular em cima das pessoas ou subir nos móveis. Aja de maneira a impedi-lo de realizar tais desejos e associe a tentativa com algo desagradável ou assustador.
Alguns quilos acima do ideal para um animal , podem ser mais prejudiciais do que se imagina. Além de sobrecarregar o sistema cardiovascular e esquelético, o peso excessivo diminui a tolerância ao calor e altera a eficiência respiratória, provocando queda na resistência e fadiga. A obesidade também pode estar por trás de problemas digestivos, como a constipação e a flatulência.